FILOSOFIA ESPÍRITA, ENCANTAMENTO E CAMINHO

"JARDIN" - Claude Monet

BEM-VINDO (A) !
Síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real, sua Ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito à sua auto-descoberta; sua Filosofia o conduz à reflexão profunda; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe a natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.

Quando assim compreendida, permeia visões de Vida, amplia horizontes, eleva sentimentos, faz fluir, como as ondas suaves de um rio, as virtudes latentes e desconhecidas de seu mundo interior...


Por sua vez, a Música, como parte da Arte que reflete a busca pela própria transcendência balsamiza, inspira, eleva, encaminha à serenidade, à reflexão...


Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001) - CONSULTE O RODAPÉ DESTE BLOG:

“Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações materiais (...). Sua força está na sua Filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom-senso.” (Concl.VI - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)."O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o das manifestações, o dos princípios de Filosofia e Moral que delas decorrem e o das aplicações desses princípios.” (Concl. VII - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


O Título ©Projeto

Estudos Filosóficos Espíritas foi cuidadosamente refletido, tendo em vista que: 1) Deve refletir a natureza da obra espírita, eminentemente filosófica; 2) Deve refletir a natureza do curso; 3) Estudos Filosóficos é também o nome da vasta obra filosófico-espírita de Bezerra de Menezes, e constante da Bibliografia de apoio do deste projeto, com o qual pretende-se homenagear, reverenciando-lhe o trabalho ainda intenso de sustentação a causa espírita no Brasil, nas dimensões espirituais, juntamente com Espíritos da estirpe de Léon Denis, hoje liderando a Falange da Latinidade que igualmente traça diretrizes para a disseminação das ideias espíritas à humanidade;

4) Iluminando o Evangelho de Jesus com as luzes do Conhecimento Espírita, passaremos a trazê-lO ao coração, ao pensamento, à razão, aos atos, às atitudes, vivenciando com pleno saber e plena aceitação os seus ensinos.

Tal é a finalidade do Espiritismo – formar caracteres com vistas ao mundo de Regeneração (vide KARDEC, Allan, Obras Póstumas, “As Aristocracias”, div.ed.), conforme predito nas palavras de Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, O Consolador, div.ed.), corroboradas pela Codificação Espírita.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

35a. AULA - FILOSOFIA ESPÍRITA DA EXISTÊNCIA



Objetivos Específicos
Enfatizar a importância do progresso do Espírito nas reencarnações, que são, acima de tudo, realizadoras e conducentes ao Bem Maior: o entendimento de que a Felicidade na Terra, para estar presente na vida humana, necessita do cultivo de virtudes e valores intelecto-­morais, conforme os ensinos de Jesus.(STS)

Filosofia Espírita da Existência
A filosofia Espírita da Existência não se limita ao existir no mundo, como um fato simplesmente fenomênico, mas (...) ilumina os problemas obscuros do Existencialismo (...) admitindo a interexistência em outras dimensões de vida.(JHP)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SEMINÁRIO "AS INTERFACES DO SABER ESPÍRITA"

COMPAREÇA, LEVE SEUS FAMILIARES E AMIGOS:



FILOSOFIA ESPÍRITA
O Homem a Caminho da Verdade; Filosofia Espírita da Existência; A Filosofia do Espírito

RELIGIOSIDADE ESPÍRITA
A epopéia mítica do Cristianismo; A Ressignificação da mensagem de Jesus de Nazaré
Fé e Razão; A Perfeição; Religião em Espírito e Verdade

CIÊNCIA ESPÍRITA
Horizontes Culturais: a mediunidade no atual contexto evolutivo

domingo, 6 de novembro de 2011

34ª. AULA - Filosofia Contemporânea (Séc. XIX aos dias atuais)


Objetivos Específicos
Conduzir o educando ao entendimento das visões de mundo geradas pelo Existencialismo, que, embora situando o ser humano na dimensão corpórea da existência, ensejaram o materialismo, o niilismo e, consequentemente, o consumismo. Resumir o pensamento dos principais pensadores existencialistas citados no programa. (STS)

VISÃO PANORAMICA DAS TEORIAS DOS SEGUINTES PENSADORES E FILÓSOFOS:

Arthur Schopenhauer (1788 – 1860)
Sören Kierkegaard (1813 – 1855)
Edmund G. A. Husserl (1859 – 1938)
Friedrich Nietzsche (1844 – 1900)
Martin Heidegger (1889 – 1976)
Jean Paul Sartre (1905 – 1980)

O Existencialismo afirma que o homem é uma realidade finita, que existe e age por sua própria conta e risco. Reconhece, sem pudores, a importância e o peso que têm para o homem a exterioridade, a materialidade, a “mundanidade” em geral, donde as condições da realidade humana que estão compreendidas nesses termos: necessidades, uso e produção das coisas. (AP.UNSUL)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

33ª. AULA - Evolução Anímica



Objetivos Específicos
Desenvolver de forma sucinta, os conceitos de élan-vital, e duração, em consonância aos conceitos espíritas na abordagem espírita.
Enfatizar a Lei de Progresso do Espírito como determinismo que impulsiona o Espírito às realizações magnas de cunho intelecto-moral.(STS)

Evolução Anímica
Que é, então, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se desejo explicá-lo a alguém que me pergunte, não sei mais (Sto. Agostinho).

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA (SÉC. XIX AOS DIAS ATUAIS)
Filósofo
Henri Bergson (1859 – 1941)

MEDIUNIDADE COM A FILOSOFIA ESPÍRITA


VEJA O NOVO VÍDEO SOBRE FILOSOFIA ESPÍRITA E MEDIUNIDADE NOS DEMAIS BLOGS DO PROJETO EFE:

http://filosofiaespiritaemediunidade.blogspot.com
http://filosofandocotidiano.blogspot.com
http://spiritistphilosophy.blogspot.com
http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com
http://filosofiaespiritacomjapao.blogspot.com

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

32ª. AULA - ESPÍRITO E MATÉRIA


FOTO: GABRIEL DELANNE (PENSADOR E PESQUISADOR DA MODERNA CIÊNCIA ESPÍRITA, séc.XIX)
Objetivos Específicos
Levar o educando ao entendimento de que o ponto central da filosofia de Hegel encontra-se na dialética da idéia. Para construir a sua teoria, toma por base Aristóteles, Heráclito, Descartes, Kant, Espinosa, dentre outros. Parte da Tese: ser, pura potencialidade que se manifesta na realidade através da Antítese: não-ser. Nessa contradição, surge a Síntese: vir-a-ser. O Espiritismo lê essa dialética como evolução do princípio espiritual através da matéria. Com Hegel, o Espírito evolui, passando por sucessivas sínteses – no Espiritismo, essas sínteses consubstanciam a idéia de evolução espiritual através dos quatro reinos da natureza, até a culminância de sua perfectibilidade, como Espírito Puro (LE – perg. 100).

ESPÍRITO E MATÉRIA
A ciência espírita desentranha da fenomenologia do Espírito a noção de perispírito e todas as funções características da sua natureza (...) e assim pode apresentar o homem em sua intrínseca individualidade ternária de: Espírito, Perispírito e Corpo Biológico. (Gabriel Delanne).

Filosofia Moderna
Filósofo

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

31ª. AULA - Teoria Espírita do Conhecimento


Objetivos Específicos
A filosofia de Kant (criticismo) reconsidera as pretensões da metafísica tradicional à verdade, preserva as chances do saber racional e do conhecimento científico, postula o valor absoluto da lei moral e apresenta uma moral do dever fundada na autonomia da vontade humana e no respeito à lei universal (a parte moral do pensamento kantiano será desenvolvido no Módulo VER-VISÃO ESPÍRITA DA RELIGIOSIDADE).
Retomar a dúvida cartesiana como elemento fundamental de embasamento do conhecimento, a caminho do criticismo kantiano: ambos modelam o modelo de conhecimento espírita, sustentado na crítica com base no conhecimento, a única que pode trazer legitimidade aos seus conceitos. (STS)

Teoria Espírita do Conhecimento
A nossa necessidade do estudo metódico da obra de Kardec é premente e evidente, não só para lhe penetrarmos a essência redentora, como também para que lhe estendamos a grandeza em novas facetas do pensamento (...). Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus. Pelo amor, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro; pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-o para o Alto. (Emmanuel/ F.C.Xavier).

Filosofia Moderna (séc. XVII a XVIII):
Filósofo

Immanuel Kant (1724 – 1804)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CAMPANHA NACIONAL: DESCRIMINALIZAR OU EDUCAR ?



OLÁ,
VEJA O ARTIGO QUE ESTÁ GERANDO A CAMPANHA NACIONAL "DESCRIMINALIZAR OU EDUCAR?" E O ARTIGO "SEMEAR SEMPRE" NO BLOG: http://filosofandocotidiano.blogspot.com
BEM COMO NO SITE:
http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=62&col_id=22&t=Semear-Sempre

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

30ª. AULA - O Princípio Inteligente


Objetivos Específicos
A doutrina de Leibniz baseia-se no estudo da mônada, que significa unidade, simplicidade, aquilo que não se pode dividir; apresentar o pensamento de Leibniz em relação a mônada e estabelecer pontos de contato com o estudo da evolução do princípio inteligente na Doutrina Espírita.(STS)

O Princípio Inteligente
A alma, essa é una, e cada essência espiritual é individual, é pessoal. Nenhuma alma pode transmutar-se noutra, substituir outra, portanto, é uma unidade irredutível, que tem a existência em si.

Filosofia Moderna (séc. XVII a XVIII)
Filósofo

Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 – 1716)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

29ª. AULA - Percepções e sensações da alma e do Espírito



Objetivos Específicos
Explicar que, no Espiritismo, a experiência é critério ou norma da verdade, e reconhece que toda verdade pode e deve ser posta à prova, logo eventualmente modificada, corrigida ou abandonada. Analisar o empirismo sob a ótica da filosofia espírita e discutir as diferenças como meio de fixação de aula. (STS)

Percepções e sensações da alma e do Espírito
Não há quem ignore as inextricáveis dificuldades em que se debatem os filósofos quando e sempre que se trata de explicar a ação do físico sobre o moral, ou da alma sobre o corpo. O Conhecimento do perispírito soluciona, radicalmente, o problema. E o faz porque lança sobre os processos da vida mental intensa claridade, permitindo compreender, nitidamente, a formação e conservação do inconsciente, fisiológico ou psíquico. (PIRES, 1981).

Filosofia Moderna (séc. XVII a XVIII):
Filósofos
John Locke (1632 -1704)
George Berkeley (1685 -1753)
David Hume (1711-1776)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

28ª. AULA - Espiritismo e Panteísmo – Definições e Conceitos


Objetivos Específicos
Trabalhar os conceitos de imanência e transcendência que o Espiritismo desenvolve amplamente, objetivando identificá-los na existência. Destacar o papel de Baruch de Espinosa, como questionador do dogmatismo religioso.(STS)

Espiritismo e Panteísmo – Definições e Conceitos
O Espiritismo admite a imanência de Deus no Universo, porém como consequência de sua própria transcendência. (STS)

Filosofia Moderna (séc. XVII a XVIII)
Filósofo
Baruch de Espinosa (1632 – 1677)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PRIMAVERA !






Saudamos e nos confraternizamos com os colegas de ideal espírita que estudam conosco na França, Inglaterra, Japão, e todos os demais países que nos contatam através dos blogs internacionais do EFE

O quadro “Jardin” de Claude Monet nos remete à ideia de renovação, de reinício, de recomeço; esses passos em nossa existência devem ser floridos, como o jardim de Monet; estamos entrando na Primavera, portanto, renove as suas esperanças, reinicie os planos que a vida lhe propôs, recomece, mas desta vez com alegria, com satisfação, com muito empenho!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O QUE É ESPIRITISMO ? BREVES REFLEXÕES EM AULA


CIÊNCIA ESPÍRITA (LM - O LIVRO DOS MÉDIUNS), FILOSOFIA ESPÍRITA (LE - O LIVRO DOS ESPÍRITOS), RELIGIÃO (NÃO NO SENTIDO DOGMÁTICO – ver Leis Morais, Lei de Adoração) ESPÍRITA (ESE- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO)= SINTETIZAM O EDIFÍCIO DA DOUTRINA ESPÍRITA

EDIFÍCIO DA DOUTRINA ESPÍRITA; PLANEJAMENTO DOS ESPÍRITOS SUPERIORES NO SENTIDO DE REORDENAR AS CORRENTES DO PENSAMENTO UNIVERSAL (STS)
LE: CONTEXTUALIZAVA, NUMA MARAVILHOSA SÍNTESE, TODA A EVOLUÇÃO INTELECTO-MORAL DO SER HUMANO, ABRINDO-LHE AS PORTAS PARA UMA NOVA VISÃO DE MUNDO
LM: ENTRELAÇAVA VÁRIOS RAMOS DO CONHECIMENTO COM UMA NOVA CIÊNCIA EXPERIMENTAL, PIONEIRA, PORQUE INVESTIGATIVA DE OUTRAS DIMENSÕES JAMAIS ALCANÇADAS PELA RAZÃO
ERGUIDO O PILAR FILOSÓFICO DA DOUTRINA E INDICADOS OS SEUS SUPORTES CIENTÍFICOS OU EXPERIMENTAIS, RESTAVA, PORTANTO, EXPLORAR AS INEVITÁVEIS CONSEQUÊNCIAS RELIGIOSAS E INFERIR AS IMPLICAÇÕES ÉTICAS.
QUE PRECEITOS MORAIS PODERIAM E DEVERIAM SER REFORMULADOS PARA QUE SERVISSEM DE ROTEIRO À CRIATURA NA SUA BUSCA DA VERDADE E NA CONSTRUÇÃO DO REINO DE DEUS ?
“NO CRISTIANISMO SE ENCONTRAM TODAS AS VERDADES – ESPÍRITO DA VERDADE, 1860 – SÃO DE ORIGEM HUMANA OS ERROS QUE NELE SE ENRAIZARAM”
“ESPÍRITAS, AMAI-VOS, ESTE O PRIMEIRO MANDAMENTO; INSTRUÍ-VOS, EIS O SEGUNDO”

PROGRAMA DE RESTAURO DOS ENSINAMENTOS DE JESUS , EM SUA PRIMITIVA PUREZA, LIBERTANDO-O DOS ERROS QUE NELE SE INCRUSTARAM;
BEM COMO ATUALIZÁ-LOS, COM O INSTRUMENTO DA CIÊNCIA ESPÍRITA E DA FILOSOFIA ESPÍRITA OFERECIDOS NA CODIFICAÇÃO
O ESPIRITISMO NÃO VIERA DESTRUIR O CRISTIANISMO, MAS REEDIFICÁ-LO.
1864 : O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
NELE KARDEC SITUOU A DOUTRINA NO CONTEXTO DO EVANGELHO E PROPÔS A ADOÇÃO DA MORAL CRISTÃ
LONGE DE CHOCAR-SE COM AS IDEIAS BÁSICAS DE JESUS, O ESPIRITISMO AS COLOCA SOB NOVA LUZ, REVELANDO ANGULAÇÕES QUE NÃO HAVIAM AINDA SIDO PERCEBIDAS OU COMPREENDIDAS: CONCORDA COM O MESTRE, MAS DISCORDA COM AS PRÁTICAS VIGENTES.
SEM ASSUMIR A POSTURA DE UMA NOVA SEITA RELIGIOSA, O ESPIRITISMO É, DEFINITIVAMENTE, UMA CONCEPÇÃO CRISTÃ DA VIDA ESPIRITUAL, COM TODO O ELENCO DE CONSEQUÊNCIAS QUE DAÍ DECORREM.
“OBRA DE CORAGEM, TANTO QUANTO DE AMOR, ROTEIRO LUMINOSO DE CONQUISTAS ESPIRITUAIS, REPOSITÓRIO DE VERDADES ETERNAS. NELE PODE A FÉ, PELA 1ª. VEZ, ‘ENCARAR FRENTE A FRENTE’ A RAZÃO.” (H.Miranda).
(excertos de autoria de Hermínio C. Miranda (1978), comentados em aula do VER-Visão Espírita da Religiosidade, com os estudiosos presentes)
CONHEÇA O ESPIRITISMO: ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS
CONSULTE OS SEGUINTES BLOGS DE ESTUDO E PESQUISA:


http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com
http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com
http://filosofiaespiritaemediunidade.blogspot.com
http://filosofandocotidiano.blogspot.com
http://spiritistphilosophy.blogspot.com
http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com
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domingo, 11 de setembro de 2011

27a. AULA - Deus, Espírito e Matéria / René Descartes


Objetivos Específicos
Destacar que: “este período extraordinário, que viu florescer o estudo dos clássicos e a expressão máxima das artes, passou por uma crise que atingiu em cheio conceitos tradicionais e convicções enraizadas” (ROSSI, 1992).
Conceituar o “eu pensante” cartesiano que estabelece, através da dúvida metódica, princípios de saber, norteadores de sua própria existência.Informar o educando que, nos tempos atuais, a fragmentação do conhecimento para nichos opostos e antagônicos de saber – científico e religioso – está trabalhada em toda a Codificação, porém, no sentido de firmar, em suas bases estruturais, a necessária aliança entre Ciência e Religião, ou Razão e Fé (Espaço Interativo).(STS)

Deus, Espírito e Matéria
O método cartesiano, que é por excelência racional, poderá ser equiparado ao da Doutrina Espírita conforme as afirmações de Allan Kardec na Codificação, ao recomendar a utilização do crivo da razão, preferindo rejeitar nove verdades a ter que admitir uma única teoria falsa. (Epístola de Erasto aos espíritas lioneses, Revista Espírita, outubro, 1861). A fé só é inabalável quando é capaz de enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade. (ESE – Dístico de abertura).

Filosofia Moderna (Séc. XVII a XVIII)- Período de Transição: Séc. XV ao Séc. XVII
Filósofo
René Descartes (1596 - 1650)

Características: quatro fatores históricos principais podem ser atribuídos à origem, por vezes de forma contraditória, da Filosofia Moderna, bem como a influência de seu surgimento e desenvolvimento: o humanismo renascentista do séc. XV, a descoberta do Novo Mundo (1492), a reforma protestante do séc. XVI e a revolução científica do séc. XVII. Outros fatores igualmente influenciaram o novo modelo: o desenvolvimento do mercado econômico superando a economia feudal, e o surgimento e consolidação dos Estados nacionais (Espanha, Portugal, Países Baixos, Inglaterra e França). Porém enfatiza-se a necessidade de se ver o período como um processo de transição, já que concepções tradicionalistas continuam a vigorar ainda nos séc. XVI e XVII, e partes da Europa ainda vivem sob o feudalismo nesse período.
Atualmente, o Renascimento é visto como detentor de uma identidade própria, desenvolvendo uma concepção específica de filosofia e do estilo de filosofar que, se rompe com a Escolástica Medieval, por outro lado não se confunde inteiramente com a filosofia moderna (séc. XVII). O traço mais característico deste período é o humanismo que chega a ter uma influência determinante no novo pensamento que surge.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

26ª. AULA - Cristianismo e Espiritismo


Objetivos Específicos
Esclarecer que o papel de Pedro Abelardo como questionador dos fundamentos estruturais do dogmatismo da igreja em sua época, coloca-o como um dos precursores da idéia de liberdade de consciência, a partir da fé. Destacar a importância da fé como sustentáculo da existência e que vem sendo fartamente buscada desde a Idade Média. Enfatizar a “fé raciocinada” espírita como aquela que, partícipe da esperança e da ação no Bem, sustenta o ser em sua trajetória para a luz. Informar sobre o papel do pensador Tomás de Aquino que deseja assentar a filosofia cristã sobre a filosofia aristotélica, com os fundamentos da verdade revelada pela Bíblia. Definir que a fé raciocinada desenvolvida pelo conhecimento espírita, alicerça o Bem, em definitivo, nos corações e na razão humanas. (STS)

Cristianismo e Espiritismo
As formas materiais e transitórias da religião passam, mas a vida religiosa, a crença pura, desembaraçada de todas as formas inferiores é, em sua essência, indestrutível. O ideal religioso evolverá, como todas as manifestações do pensamento. Ele não poderia escapar à lei do progresso que rege os seres e as coisas. (Léon Denis).

Filosofia Cristã ou Medieval (Séc. I a XIV)- Escolástica (Séc. IX a XIV)
PENSADORES

Pedro Abelardo (1097 – 1142)
Tomás de Aquino (1227 - 1274)

25ª. AULA -Fé Raciocinada: a presença de Agostinho na Codificação


AGOSTINHO DE HIPONA (BOTICELLI)
Objetivos Específicos
Enfatizar que, na Codificação, Agostinho desenvolveu as suas instruções com referência à prática da Ética e Moral cristã, ou seja, de Jesus: Amor à Família (Ingratidão dos Filhos e Laços de Família), Cap. XIV, item 9; O Mal e o Remédio – Cap. V, item 19; O Duelo – Cap. XII, item 12; Mundo de Expiação e Provas, Regeneradores e Progressão dos Mundos – Cap III, itens 13 a 19; Ventura da Prece – Cap. 27, item 23. (STS)

Santo Agostinho vem, por acaso, modificar aquilo que ensinou? Não, seguramente, mas como tantos outros, ele vê com os olhos do espírito o que não podia ver como homem. Sua alma liberta percebe claridades novas, e compreende o que antes não compreendia. Novas idéias lhe revelaram o verdadeiro sentido de certas palavras. Quando na Terra, julgava as coisas segundo os conhecimentos que possuía; mas, quando uma nova luz se fez para ele, pôde julgá-las com maior clareza. É assim que ele deve revisar sua crença referente aos espíritos íncubos e súcubos, bem como o anátema que havia lançado contra a teoria dos antípodas. Agora, que o Cristianismo lhe aparece em toda a sua pureza, ele pode, sobre certos pontos, pensar de maneira diversa de quando vivia, sem deixar de ser o apóstolo cristão. Pode sem negar a sua fé, fazer-se o propagador do Espiritismo, porque nele vê o cumprimento das predições. Ao proclamá-lo, hoje, nada mais faz do que conduzir-nos a uma interpretação mais sã e mais lógica dos textos. Assim também acontece com outros Espíritos, que se encontram numa posição semelhante. (Nota de Allan Kardec, ESE,Cap.I, item 11).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

24ª. AULA - Filosofia Cristã ou Medieval (Séc. I a XIV) Patrística (Séc. I a VIII d.C.): Construção da Teologia


Objetivos Específicos
Enfatizar o papel de Agostinho como elaborador e consolidador da hoje chamada Filosofia Cristã, com o auxílio da filosofia platonica.
Destacar que Agostinho na Codificação espírita:
1) retoma alguns temas deixados ao dogmatismo de sua época e os esclarece à luz do Espiritismo;
2) Atualiza conceitos constantes em sua própria obra “Confissões”; o “ser pensante” nesta obra torna-se o ser que reflete os próprios atos e ações, ao final de cada dia, conforme LE, perg. 919a.
3) Agostinho encerra o LE, conclusão IX, com uma exortação à fraternidade universal.(STS)
Filósofo
Agostinho ( Aurelius Augustinus – 354 a 430)

Sua influência na elaboração e consolidação da filosofia cristã na Idade Média, até a redescoberta do pensamento de Aristóteles no séc. XIII, foi imensa e sem rival. A aproximação que elaborou entre a filosofia de Platão e o cristianismo,constitui a primeira grande síntese entre o pensamento cristão e a filosofia grega, o assim chamado platonismo cristão. Seus comentários aos livros do Antigo e do Novo Testamentos são os principais pontos de partida da tradição exegética e hermenêutica ocidental. Sua influência filosófica e teológica estendeu-se até o período modermo, o século XVII, chegando a ser conhecido como o século de Agostinho.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

23ª. AULA - Filosofia Cristã ou Medieval (Séc. I a XIV): Patrística (séc. I a VIII d.C.) e Escolástica (séc. IX a XIV)


Objetivos Específicos
Conduzir as definições acerca da Filosofia Cristã, que engloba a Patrística e a Escolástica e seus antecedentes, para que se entendam as diferenciações entre Fé e Razão que, dentro da igreja constituída, vão se tornando dogmas, em contraposição à fé raciocinada espírita, livre do fideísmo teológico. (STS)
À Filosofia cristã não cabe expor o núcleo da doutrina cristã, gerada pela pregação de Jesus, pelo anúncio da boa nova e pelo testemunho evangélico da primeira comunidade pascal. Incumbe-nos antes, esclarecer, no plano filosófico, o que essa doutrina produziu e quais os seus pontos de contato com a cultura clássica e pagã (ROSSI, 1992).
Enfatizar, portanto, que Filosofia Cristã não é a síntese dos ensinos de Jesus mas sim, a constituição do composto filosófico-doutrinal e eclesiástico vigente até os nossos dias na citada igreja. (STS)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

22ª. AULA - Deus, Existência e Natureza / Aristóteles (384 a 322 a.C.)


Objetivos Específicos
Situar o filósofo em seu contexto de primaz pensador científico, criador da lógica sistêmica que marca profundamente toda a tradição até o período moderno. Destacar o sentido e a importância do sistema aristotélico (saber empírico, ciência natural). De sua vasta obra; esta aula destaca: Metafísica, Psicologia e Ética.(STS)
Deus, Existência e Natureza
À medida que os conceitos éticos e filosóficos evoluíram, a compreensão da natureza divina igualmente experimentou consideráveis alterações. Desde a manifestação feroz à dimensão transcendental, o conceito do Ser Supremo recebeu de pensadores e escolas de pensamento as mais diversas proposições, justificando ou negando-Lhe a realidade.(JOANNA de Ângelis/D.Franco – Estudos Espíritas).
Aristóteles (384 a 322 a.C.)
A inteligência divina é aquilo que existe de mais excelente, ela pensa a si mesma e o seu pensamento é pensamento de pensamento. (Metafísica, Aristóteles).

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

21ª. AULA - Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo(2)

Platão, Escola de Atenas / Rafael
Objetivos Específicos
Mencionar os excertos dos Diálogos Socráticos (Platão) que compõem a Introdução IV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, legitimados na substância de seus ensinos pelo próprio Codificador; nesta aula, Platão, como interlocutor do pensamento socrático, estabelece a continuidade dos ensinos de seu mestre. (STS)

Platão (427- 347 a.C.)
Nos últimos confins do inteligível, encontra-se a idéia do Bem, idéia que com dificuldade se apreende, mas que não pode perceber-se, sem concluir ser ela a causa de tudo o que há de belo e bom no Universo. (Platão)
A alma é a que mais semelhança tem com o que é divino, imortal, inteligível, uniforme, indissolúvel e mais se parece ao que mantém sempre de igual modo a sua identidade. (Platão)
Espaço Interativo Reflexivo : Consultar o livro citado no programa.
ASSISTA AOS DOCUMENTÁRIOS PARA COMPLEMENTO DE AULA E REFLEXÕES

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

20ª. AULA - Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo(1)


SÓCRATES
Objetivos Específicos
Cuidar do auto-aperfeiçoamento através do conhecimento de si mesmo: procurar ser cada vez melhor mediante o esforço necessário. (Apologia – Sócrates).
Esclarecer que a Filosofia Espírita, quando compreendida em espírito e verdade, permeia toda a nossa visão de vida, alarga-nos horizontes, muda a maneira de encararmos o circunstancial, desloca-nos do senso comum porque nos faz enxergar além dele. Enfatizar que Sócrates e Platão participaram da falange do Espírito da Verdade. Quando encarnados nestas personalidades, lançaram as primeiras sementes para o desenvolvimento da razão em bases morais, ao mesmo tempo que revelando a realidade da existência espiritual com a linguagem e os recursos da época. O pensamento socratiano conduz esta aula, com os fundamentos primeiros do conceito que, posteriormente, embasarão a moral. Como seu fundador, sinaliza, dentro da própria Codificação, com esta abordagem, que permeia toda a obra espírita.
Destacar as características humanistas e éticas presentes nesta aula, estabelecendo as ligações profundas com a Filosofia Espírita.
Definir as fases do conhecimento desenvolvido por Sócrates: ironia, maiêutica, conceito.(STS)
O Oráculo pôs Sócrates no caminho de sua vocação: ensinou a verdade aos homens. (...), buscou incitá-los a se preocuparem antes de tudo com os interesses da própria alma, procurando adquirir a sabedoria e a virtude.(JHP)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

BEM-VINDOS – WELCOME ADE-JAPAN!

Himeji-jo
Damos as boas-vindas aos nossos amigos da ADE- Japão, bem como aos companheiros espíritas residentes no Japão, e ao sofrido e querido povo japonês.
A 9ª. Sinfonia de Beethoven, no movimento “Ode à Alegria” , elevada à categoria de Patrimonio da Humanidade pela UNESCO, foi composta num dos momentos mais trágicos da vida desse compositor, que, não obstante o seu drama pessoal, legou ao planeta uma de suas mais belas composições sinfônicas. Em 1806, revelou publicamente o seu problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: "Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!" – mensagem de algum Espírito amigo? Muito provável.
Antes disso, em 1802, Beethoven escreveu o seu documento mais famoso: o Testamento de Heiligenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos seus irmãos, nunca enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e o seus possíveis impactos à sua arte. Por recomendação médica, descansava na aldeia de Heiligenstadt, perto de Viena. A tragédia de Ludwig van Beethoven, que vivia pela e para a música, envolveu-o no ápice de sua carreira, acabou por encaminhá-lo à profunda depressão encaminhando-o à cogitar sobre suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me".
Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo. De fato, ele foi um dos primeiros compositores a dar papel fundamental ao elemento subjetivo na música. "Saída do coração, que chegue ao coração", disse a respeito de uma de suas obras. Toda obra beethoveniana é fruto de sua personalidade sonhadora e melancólica, um tanto épica, verdadeiramente romântica.
Beethoven soube superar a pior crise de sua existência. Embora completamente surdo, jamais deixou de compor e nos legou, a toda a Humanidade, do presente e do futuro, a sua mais bela composição: Ode à Alegria, que colocamos aqui com orquestra e coral.
Esta é a nossa pequena homenagem ao povo japonês. Fé, Coragem,Trabalho, parecem ter sido o apoio de Beethoven. É o que desejamos a todos. Neste e em outros possíveis momentos difíceis, porém libertadores, serão eles que nos sustentarão.
E a Filosofia Espírita, a nós concedida pelos Espíritos Superiores, será a nossa grande incentivadora.

sábado, 2 de julho de 2011

FÉRIAS ...


HÁ FÉRIAS PARA OS BONS ESPÍRITAS?
AS CONVENÇÕES SOCIAIS NOS DIZEM QUE JULHO É MÊS DE DESCANSO, DE ESPAIRECIMENTO, DE ESQUECER COMPROMISSOS, TRABALHO, PESSOAS ENVOLVIDAS CONOSCO NESSE COTIDIANO.
O SÁBIO ESPÍRITO EMMANUEL DISSE CERTA VEZ QUE NÃO ESTÁVAMOS REENCARNADOS EM SISTEMA DE FÉRIAS, MAS DE MUITO, MUITO TRABALHO.
ENTÃO, REPETIMOS...HÁ FÉRIAS PARA OS BONS ESPÍRITAS?
VIVEMOS UM PERÍODO DOS MAIS GRAVES PARA A EVOLUÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA. SOMOS ENVOLVIDOS A TODO MOMENTO PELAS NOTÍCIAS TRAZIDAS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E QUE NOS COLOCAM EM ESTADO DE ALERTA. ALGUNS DIRIAM: “AH, MAS MUITA COISA BOA ESTÁ ACONTECENDO...”
CERTAMENTE QUE “MUITA COISA BOA” ESTÁ ACONTECENDO....POR PARTE DAQUELES QUE NUNCA TIRAM FÉRIAS, QUE TRABALHAM ININTERRUPTAMENTE, E QUE FAZEM DE SUAS VIDAS UM VERDADEIRO MANANCIAL DE REALIZAÇÕES RESPONSÁVEIS E PLENAS DE ALTRUÍSMO.
DESTA FORMA, AS PEQUENAS PAUSAS QUE DENOMINAMOS “FÉRIAS” SERVEM PARA REFLEXÃO, LEITURAS, CONVIVÊNCIA COM OS FAMILIARES, COM OS AMIGOS.
TAMBÉM PARA REAVALIAÇÃO DE CAMINHOS...
SIGAMOS OS CONSELHOS DE EMMANUEL, SIGAMOS OS EXEMPLOS DAQUELES QUE, COM SUA DEDICAÇÃO AO BEM, DE QUALQUER FORMA MANIFESTADO, MODIFICAM O QUADRO DE PENÚRIA INTELECTUAL E MORAL QUE ORA ATRAVESSAMOS.
TRABALHEMOS, ESTUDEMOS, PESQUISEMOS, SEJAMOS OS TRABALHADORES DO SENHOR (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XX, item 5, mensagem do Espírito da Verdade), NESTE MOMENTO IMPORTANTE PARA AS NOSSAS VIDAS.

terça-feira, 28 de junho de 2011

FILOSOFANDO O COTIDIANO: AULA ESPECIAL


FILOSOFANDO O COTIDIANO
1) Análise e discussão do trabalho coletado em classe, e que estará sendo postado no blog Filosofando o Cotidiano;
2) Com base no tema da 15a. Aula (A Filosofia do Espírito), estaremos refletindo sobre o significado da Filosofia Espírita em nossas vidas (livro-base: Introdução à Filosofia Espírita, JHPires, Cap. VII, Cosmossociologia Espírita); pesquise também em O Evangelho Segundo o Espiritismo e extraia um tema que reflita o espírito desta aula; DVD sugerido: "O Espiritismo - de Kardec aos dias de Hoje" (produção FEB), constante da Biblioteca do CENL;Conclusões.
3) Apresentação do programa para o segundo semestre.

terça-feira, 21 de junho de 2011

19ª. Aula-Filosofia Antiga (séc. VI a.C a IV a.C.) Período Pré-Socrático (séc. VI e V a.C.)


Parmênides
Objetivos Específicos
Aprofundar os seguintes conceitos: antes de Parmênides (considerado o “Pai da Metafísica”, o primeiro metafísico do pensamento ocidental), a especulação grega pela origem das coisas havia sido cosmológica, física; agora, passa a ser metafísica, ontológica, ou seja, o problema do princípio primeiro e da substância está no plano ontológico.
Sofistas: inícios do momento antropológico o homem social (“educar os homens” é o lema de Protágoras, o “Pai do Humanismo” e “Pai do Relativismo”) antecedendo ao período socrático com o homem moral, ético, como preparo para o advento de Jesus.(STS)

Filósofos
Parmênides de Eléia (530 – 444 a.C.) – Escola Eleática
Protágoras de Abdera (480 – 410 a.C.) - Sofista

“Não julgues a doutrina do ser com base em sensação, mas sim, com base na lógica racional.” (Parmênides).

Princípios Constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria

A gênese espírita, pautada nos três princípios constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria, em vez de ser limitada à Terra, abrange a imensidade infinita; em vez de fixar um prazo para a criação, prolonga-o por toda a Eternidade.

CONSULTAR: LIVRO TEMA DO ESPAÇO INTERATIVO, PARA CONCLUSÕES ÉTICO-MORAIS DESTA AULA.

VEJA: http://filosofandocotidiano.blogspot.com

quarta-feira, 15 de junho de 2011

18ª. Aula - Filosofia Antiga (SÉC. VI A IV A.C.) / As Causas Primárias


Objetivos Específicos
Continuação do processo mencionado nos Objetivos Específicos da 17ª Aula.
Propiciar uma abertura às conotações científicas em direta conexão com as teorias dos mais renomados cientistas da atualidade. Demonstrar que a dialética espírita é completa nesta aula: ciência que investiga, filosofia que perquire e religiosidade que faz transcender o saber à ética do Amor.(STS)

Filosofia Antiga (séc. VI a.C a IV a.C.)
Filósofos
Pitágoras de Samos (580 – 500 a.C.) – Escola Itálica
Anaxágoras de Clazômenas (500 – 428 a.C.) – Escola Pluralista
Lêucipo de Mileto (ou de Eléia) (460 - ?) – Escola Atomista
Demócrito de Abdera (460 – 400 a.C.) – Escola Atomista.

“As coisas visíveis são uma espiral sobre o invisível.” (Demócrito e Heráclito)
As Causas Primárias
O homem, o Espírito vai desenvolvendo sua perfectibilidade pelo cultivo de suas faculdades, que lhe cumpre cultivar, até que chegue ao derradeiro degrau de sua ascensão, em que despontarão as derradeiras faculdades que serão as de conhecer os mais elevados segredos da criação, os quais lhe foram, em sua longa série de existências, mistérios incompreensíveis.

terça-feira, 7 de junho de 2011

17ª. Aula - Filosofia Antiga (Séc. VI a.C a IV a.C.) Período Pré-socrático(VI e V a.C.) - Período Cosmológico ou Naturalista


Objetivos Específicos
Despertar o desejo de estudar e compreender o processo de encadeamento histórico-filosófico na busca das origens das coisas. Esclarecer que esse processo investigativo dos primeiros filósofos assemelha-se ao trabalho investigativo realizado por Allan Kardec.(STS)
Filósofos
Tales de Mileto (640 – 550 a.C.)
Anaximandro de Mileto (611 – 546 a.C.)
Anaxímenes de Mileto (588 – 524 a.C.)
Heráclito de Éfeso (540 – 475 a.C.)

“A filosofia não se dirige diretamente ao mundo, mas chega a ele por meio da indagação da alma.”(Heráclito).

Elementos Gerais do Universo - conhecimento do princípio das coisas
Deus criou, cria e criará, eternamente, os mundos que povoam os espaços e os seres que povoam os mundos. No entanto, para isso, não fez mais do que lançar por toda a parte a semente dos corpos: a matéria cósmica. É dessa matéria, condensada segundo as eternas leis do Criador, que se segmentam, constantemente, os novos corpos celestes, que mais tarde, por sua evolução, tornam-se aptos para a habitação humana. (AK)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

16ª. Aula - Filosofia: O homem a caminho da Verdade; Filosofia Espírita: a superação do sensível


Objetivos Específicos
Demonstrar que o conhecimento vem sendo construído/desenvolvido ao longo dos milhares de anos de evolução. O ser, agente desse processo, tem criado instrumentos de acesso perceptíveis ao mundo sensível platônico, no qual vivemos e no qual estamos imersos de corpo e alma. O mundo inteligível, contudo, permanece restrito aos desprovidos de idéias pré-concebidas, míticas, místicas ou “pré-conceituosas”: este último vocábulo, adaptado para o nosso entendimento, como idéias conceituadas previamente à percepção e consequente análise, tal como o processo socrático de construção perceptiva no-lo demonstra. (STS)

Filosofia: o homem a caminho da Verdade
A filosofia concebida de modo tradicional lida com as três grandes questões: o que existe? Como sabemos ? O que vamos fazer a respeito disso? As respostas fazem com que nos envolvamos com a metafísica, que é o estudo da natureza da realidade; a epistemologia, que é o estudo das condições necessárias para se conhecer algo; e a ética, uma tentativa de dizer o que é viver uma vida moralmente boa.

Filosofia Espírita: A superação do sensível
Preocupa-se com a fundamentação de um novo modo de pensar, o espírita, sustentado pelo desenvolvimento de sua Filosofia, que abre perspectivas para a compreensão do real, como ele se apresenta, porém apontando para uma realidade subjacente, a realidade do Espírito imortal, que amplia sobremaneira as dimensões do saber.

ATENTAR PARA AS CONCLUSÕES A SEREM DISCUTIDAS A PARTIR DO LIVRO INDICADO PARA O ESPAÇO INTERATIVO ! BOAS PESQUISAS !!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

15a. Aula - A Filosofia do Espírito


Objetivos Específicos
Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca, e a construção da filosofia do Espírito sugerida pelo Espiritismo em consonância com o pensamento de Jesus.
Esclarecer que sublimação não significa encaminhamento à salvação redentorista e dogmática das religiões, mas realizar-se predominante e efetivamente em Espírito, nas experiências corporais e espirituais.(STS)

A Filosofia do Espírito
No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. Quem somos? Donde viemos? Onde a estação de nossos destinos? (...) A missão do Espiritismo é, acima de tudo, o processo libertador das consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos. (...) É a força renovada do cristianismo em ação para reerguer a alma humana e sublimar a vida.(Emmanuel)

Espaço Interativo
Atente para o Capitulo do livro mencionado, e traga as suas conclusões !

terça-feira, 17 de maio de 2011

14ª. Aula - A Filosofia Antiga (O conjunto da Filosofia; formação da Filosofia na Grécia)


Objetivos Específicos
Esta aula visa propiciar condições para a compreensão das contribuições culturais dos povos da antiguidade nos campos da ciência, da arte e principalmente no modo de analisar o pensamento de cada filósofo. Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca. (STS)
Os povos da antiguidade – os egípcios, os hindus, os persas, os babilônios, etc., trouxeram grandes contribuições culturais para o patrimônio da humanidade. Já no século V a.C. a Grécia atingia o seu apogeu cultural. Durante este período surgiram nos campos da arte e da ciência, vultos extraordinários. Também floresceu na Grécia o interesse pela existência do mundo e pelo princípio das coisas. Tal interesse deu origem às reflexões filosóficas. As reflexões gregas são de profundo valor, pois inauguram os mais importantes temas debatidos pelos pensadores na história da Filosofia.(Padovani & Castagnola)
A história da Filosofia é essencialmente, a história do pensamento humano, dedicado a perscrutar os problemas do ser no decurso do tempo elaborando o conhecimento que satisfaz o anseio de saber, e põe soluções compatíveis com a possibilidade das épocas, e da capacidade intelectiva do homem, na imensa problemática existencial.(SM)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SPIRITIST PHILOSOPHICAL STUDIES PROJECT


INFORMAMOS AOS NOSSOS PREZADOS ESTUDIOSOS DA FILOSOFIA ESPÍRITA NOS GRUPOS DE ESTUDO E PESQUISA DO EFE-VER, BEM COMO COMPANHEIROS DE IDEAL ESPÍRITA, QUE JÁ ESTAMOS COM O BLOG http://spiritistphilosophy.blogspot.com/ ABERTO PARA O ESTUDO APROFUNDADO DE FILOSOFIA ESPÍRITA AOS PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA, E TAMBÉM ÀQUELES QUE DESEJAREM CONHECER O NOSSO TRABALHO NAQUELE IDIOMA.
CONSULTEM TAMBÉM:
http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com

QUE JESUS E OS BENFEITORES ESPIRITUAIS POSSAM ILUMINAR MAIS ESTE MODESTO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DE NOSSA TÃO AMADA FILOSOFIA ESPÍRITA.

domingo, 8 de maio de 2011

13a. Aula - Princípios Básicos em Espiritismo


Objetivos Específicos
Explicar que das justificativas míticas que conduziam à mitologia e desta às religiões humanizadas, o Espiritismo, de forma serena e lógica, expõe à reflexão madura os princípios norteadores da Civilização do Espírito, eternos e imutáveis em si mesmos, pois pertencem à Lei Divina. Não estão atrelados ao significado teológico, pois transcendem à humanidade, qualificando a ciência como ciência do Espírito, a filosofia como meio reflexivo e investigativo do Espírito e a religião como caminho à verdadeira religiosidade, que se manifesta em Espírito e Verdade. (STS)

Princípios Básicos em Espiritismo
Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado como um Triângulo de forças espirituais. (Emmanuel)
A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. Nos seus aspectos científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual. (J.H. Pires)

1) De Deus
2) Da Imortalidade da Alma
3) Da Pluralidade dos Mundos Habitados
4) Da Pluralidade das Existências
5) Da Comunicabilidade dos Espíritos

CONSULTE O LIVRO pertinente ao ESPAÇO INTERATIVO, para as conclusões desta aula.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

12a. Aula - Questões Fundamentais em Filosofia


Objetivos Específicos
Esta aula objetiva elucidar que:
1) As magnas questões que afligiam o ser humano em busca do conhecimento são as mesmas em todas as épocas;
2) Das justificativas míticas que conduziam à mitologia e desta às religiões humanizadas, o Espiritismo, de forma serena e lógica, expõe à reflexão madura os princípios norteadores da Civilização do Espírito, eternos e imutáveis em si mesmos, pois pertencem à Lei Divina. Não estão atrelados ao significado teológico, pois transcendem à humanidade, qualificando a ciência como ciência do Espírito, a filosofia como meio reflexivo e investigativo do Espírito e a religião como caminho à verdadeira religiosidade, que se manifesta em Espírito e Verdade.(STS)

Foi, com efeito, pela admiração que os homens, assim hoje como no começo, foram levados a filosofar, ficando primeiramente maravilhados diante dos problemas mais simples, e progredindo em seguida, pouco a pouco, até pôr-se problemas maiores. (Metafísica – Aristóteles).
Quais os grandes problemas filosóficos que nos deixam, a todos, intrigados e aos quais os grandes filósofos em todos os tempos procuraram responder?
1) Qual a natureza do Universo?
2) Qual a natureza de Deus?
3) Alma e Imortalidade
4) Existe a Verdade?
5) Espírito e Matéria
6) Bem e Mal
7) Destino e Livre-Arbítrio

O Espaço Interativo discutirá as questões acima: Prepare-se !

terça-feira, 19 de abril de 2011

11a.AULA - DO MITO À RAZÃO EM ESPIRITISMO



Objetivos Específicos

Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o sagrado é a fonte comum onde bebem todas as tradições e experiências espirituais, muitas delas sistematizadas em forma de religião mítica, ou mística, que se propaga de geração a geração mediante ritos, símbolos e práticas que se constituem em um universo de crenças e valores significantes, cujo poder empresta eternidade à fugacidade da existência. Porém, a Filosofia Espírita, sem quebrar a mística natural do ser que se projeta na interexistência, abre-lhe perspectivas de plenitude ao conceder-lhe o entendimento de seu próprio processo de crescimento intelectual e moral, em bases de razão e fé. O Espiritismo, mecanismo que faculta a desmitificação dos conceitos humanos presos ao tempo, liberta, conscientiza e responsabiliza o homem por seus pensamentos e atitudes, tornando-o partícipe da obra universal. (STS)

Do Mito à Razão em Espiritismo

(...) A Educação é um processo que tem por finalidade estabelecer na Terra a solidariedade de consciências, da qual resultará uma estrutura (...) que proclamará o primado do espírito no planeta – é isto que o Espiritismo pretende atingir pelo trabalho e a compreensão dos homens; porque a tarefa é nossa e não de entidades mitológicas de qualquer espécie.

Fonte RIE: Organograma OLE.
VEJA a nossa mensagem de PÁSCOA no http://filosofandocotidiano.blogspot.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

10ª. AULA-Do Mito à Razão


Objetivos Específicos
Idem à aula anterior. (STS)

Do Mito à Razão
O mito nasceu de uma atitude primária diante das coisas, sem rigor racional e sem crítica pessoal. A reflexão, a meditação ativa e a razão crítica viriam destruir o mundo mítico e elaborar um outro tipo de explicação: a filosófica.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

9a. Aula - O Pensamento Mítico


Objetivos Específicos
Trabalhar o mito em seu verdadeiro significado como instrumento interpretativo do mundo na construção da estrutura psicológica dos indivíduos. O mito em seu conceito puramente existencialista – niilista, responde hoje pela perpetuação do apego aos significados estratificados da civilização. Reconhecer que o mito é renovável, hoje como instrumento de propaganda ou linguagem subliminar criando modismos e dependências psicológicas. O ser humano precisa libertar-se dos significados para sair em busca da própria natureza em essência, em espírito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” - esta é a verdadeira mensagem subliminar a ser trabalhada em todo o contexto da Filosofia Espírita (esta Aula terá sua sequência detalhada no VER-Visão Espírita da Religiosidade).(STS)

O Pensamento Mítico
O homem primitivo não começou filosofando, assim como o homem medieval não podia ainda fazer Ciência. Sua mente primitiva se sentia estimulada a explicar uma Natureza totalmente desconhecida. Recém-vindo de uma evolução biológica surpreendente, sua mente era, diante das coisas, um papel em branco onde iria escrever seus mitos. O mito surge da necessidade consciente e inconsciente que o homem tem de explicar seu meio, seus problemas desconhecidos. (...) Em suma, o mito é o pensamento anterior à reflexão mais crítica.(JHPires)

Espaço Interativo: Além do livro mencionado no programa, veja a 3a. Aula neste Blog, postada em 12 de abril de 2010.

terça-feira, 29 de março de 2011

8a. aula - Arte e Estética / A Filosofia Espírita e a Arte

(Ilustração: Rosemary Brown in Concert)
Objetivos Específicos
Demonstrar que a Arte reproduz os conteúdos psicológicos do homem, como primeira exteriorização da sua leitura do mundo exterior, o sensível mundo platônico, bem como as intuições inatas do mundo inteligível. (STS)
Arte e estética
A partir da Grécia Antiga, a estética buscava a perfeição das formas, o Belo, através da escultura, da arquitetura e da poesia; com o passar do tempo a pintura, a música e a literatura, como expressão dos sentimentos, das emoções e da própria história humana, ocuparam o seu lugar de importância na cultura dos povos. Hoje, acrescente-se o cinema, que ocupa o seu espaço de destaque, reproduzindo, com seu instrumental tecnológico de ponta, este anseio inerente ao ser humano.(STS)
A Filosofia Espírita e a Arte
Por sua vez o objetivo essencial da arte, nas palavras de Léon Denis, “é a busca e a realização da Beleza; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral.” (in O Espiritismo na Arte).(STS)

segunda-feira, 21 de março de 2011

7a. Aula - Linguagem / Linguagem e Responsabilidade


Objetivos Específicos
Trabalhar o significado da linguagem articulada como a maior aquisição da razão humana, fruto da evolução do Espírito. Mostrar que a linguagem filosófica espírita, fruto dessa evolução realizada, conduz o ser atual, em trânsito de um plano moral-existencial para outro, como um instrumento decodificador do pensamento que o leva a responsabilizar-se pelas palavras que profere. A linguagem demonstra o nosso nível moral, portanto deve fortalecer-se nos padrões éticos do Espiritismo com Jesus. (STS)

Linguagem e responsabilidade
Nos mundos menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, entretanto, a linguagem articulada. (...) Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance (...). (Kardec A., in LE).

terça-feira, 15 de março de 2011

6a. Aula - O Método em Filosofia e o Método em Espiritismo


Objetivos Específicos
Allan Kardec trouxe para a doutrina espírita, a única e inovadora metodologia científica investigativa acerca do mundo espiritual jamais realizada, portanto, mantê-la, desenvolvendo-a corretamente, é preservar o Espiritismo das ondas culturais que surgem e passam no mar tempestuoso da vida de provas e expiações. É a bússola que mantém o navio da existência navegando em segurança para o porto seguro do conhecimento superior (o pensador espírita Léon Denis, no Espaço Interativo, conscientiza, em profundidade, essa questão).
Sob o ponto de vista moral, conscientizar-mo-nos de que o pensar metódico e disciplinado conduz ao equilíbrio e à harmonia do corpo e da alma (ver O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis, item Disciplina do Pensamento e a Reforma do Caráter). (STS)

A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares (...) não se trata de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se referem aos próprios princípios da doutrina (...) ensinado espontaneamente, ao mesmo tempo, em diferentes lugares, e de maneira idêntica (...) quanto ao fundo. (Allan Kardec)

Espaço Interativo Reflexivo
Consultar:
1) O Evangelho Segundo o Espiritismo – Introdução II, Autoridade da Doutrina Espírita – Controle Universal do Ensino dos Espíritos;
2) 13ª. Aula (Texto Reflexivo)postada neste blog:
http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com/

VISITE TAMBÉM: http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com/

VEJA COMO AGIR DIANTE DOS SOFRIMENTOS COLETIVOS EM : http://filosofandocotidiano.blogspot.com/

terça-feira, 8 de março de 2011

5a. AULA - O Espiritismo e a Tradição Filosófica


Objetivos Específicos
Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o Espiritismo é a síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real; sua ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito a descobrir-se; sua Filosofia o conduz à reflexão; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe (ao ser humano) a própria natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.(STS)

TEXTO A SER ESTUDADO EM AULA, NO ESPAÇO INTERATIVO:
RODA DE LEITURA (LEITURA ANTECIPADA) COM BASE EM: O Infinito e o Finito, Cap.34,“Está promovendo o Espiritismo ‘uma nova revolução copérnica’ ”.

As aulas presenciais serão ministradas simultaneamente pelo prof. Alexandre e pela profa. Sonia.

ESPIRITISMO REVIVENDO O CRISTIANISMO – EIS A NOSSA RESPONSABILIDADE. COMO OUTRORA JESUS REVELOU A VERDADE EM AMOR, NO SEIO DAS RELIGIÕES BÁRBARAS DE HÁ DOIS MIL ANOS, USANDO A PRÓPRIA VIDA COMO ESPELHO DO ENSINAMENTO DE QUE SE FIZER AVEÍCULO, CABE AO ESPIRITISMO CONFIRMAR-LHE O MINISTÉRIO DIVINO, TRANSFIGURANDO-LHE AS LIÇÕES EM SERVIÇO DE APRIMORAMENTO DA HUMANIDADE.
(...) ESPÍRITAS !
É IMPRESCINDÍVEL ESTUDAR EDUCANDO, E TRABALHAR CONSTRUINDO.
SIGAMOS, POIS À FRENTE, OTIMISTAS, SEGUROS DO DEVER E LEAIS À PRÓPRIA CONSCIÊNCIA, NA CERTEZA DE QUE O NOME DE JESUS ESTÁ EMPENHADO EM NOSSAS MÃOS.
(EMMANUEL, RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS)

CONSULTE TAMBÉM: http://filosofandocotidiano.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

4a. Aula - A FILOSOFIA ESPÍRITA



OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Há uma grande importância no significado prático da Filosofia e da Filosofia Espírita, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais (veja "Preliminares", do livro O Espírito e o Tempo, de J.Herculano Pires).
Com o texto base do Espaço Interativo, constante em seu Programa, analisar as reflexões do filósofo, trazendo a sua análise para a interação na aula presencial.(STS)

Este livro (O Livro dos Espíritos) foi escrito por ordem e sob ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema. (Allan Kardec, Prolegômenos/LE).

Ao dizer que o Espiritismo era uma filosofia, Allan Kardec não estava excluindo seu caráter científico, muito pelo contrário. Além disso, como a ética ou moral é uma das áreas da filosofia, aquela designação também não excluía o aspecto moral do Espiritismo, que é a essência da chamada religião espírita. (S.S.Chibeni, in O Espiritismo em seu tríplice aspecto.)

A filosofia tem tudo a ganhar ao considerar seriamente os fatos do Espiritismo. Para começar, porque estes são a sanção solene de seu ensinamento moral e porque, por si mesmos, provarão aos mais endurecidos o alcance de sua conduta (...), o estudo aprofundado das consequências, que se deduzem da existência sensível da alma no estado não encarnado (...) o conhecimento da essência da alma, conduzirá a filosofia ao conhecimento da essência das coisas e de Deus.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

3a. AULA - O QUE É FILOSOFIA ?

La Clef des Champs, 1933 - René Magritte

SINOPSE
Há uma grande importância no significado prático da Filosofia e da FILOSOFIA ESPÍRITA, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais.(STS). Segundo o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), "Não há Filosofia que se possa aprender, só se aprende a filosofar", e com base em Kant, podemos dizer que Filosofia é uma atitude (a atitude do filósofo caracteriza-se pela humildade intelectual de quem convive com a dúvida; pela admiração crítica diante dos mistérios e contradições da realidade; pelo espanto e encantamento diante do que se apresenta como normal e natural), Filosofia é autonomia (pressuposto para a realização do sujeito no exercício da liberdade), Filosofia é reflexão (como um constante ver e rever, que permite o desenvolvimento e a evolução), Filosofia é crítica, pois parte do que existe, analisa, critica, coloca em dúvida, faz perguntas, abre as portas das possibilidades...Filosofia é criatividade (pois constrói o novo) e AMOR À SABEDORIA.
A essência da Filosofia é a procura do saber e não somente a sua posse: "O que eu sei é que nada sei", dizia Sócrates (470-399 a.C.). O sábio não julga saber, o sábio busca, procura, investiga. O verdadeiro sábio sabe que a verdade não lhe pertence e, por isso, acerca-se amorosamente dela. (M.E.C.)

VEJA A ENTREVISTA DE JOSTEIN GAARDER SOBRE "FILOSOFIA E EDUCAÇÃO"
NO BLOG: http://filosofandocotidiano.blogspot.com (link ao lado)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

2ª. AULA –FILOSOFIA ESPÍRITA: TERCEIRA SÍNTESE CONCEPTUAL


“CADA FASE DA EVOLUÇÃO HUMANA SE ENCERRA COM UMA SÍNTESE CONCEPTUAL DE TODAS AS SUAS REALIZAÇÕES.” (J. Herculano Pires com base em Léon Denis)(STS)
Os autores definem com mestria o significado da vinda da Doutrina Espírita no atual estágio evolutivo do planeta, categorizado pelos Espíritos Superiores como de transição. No Evangelho de Mateus (Mt.13, 24-30), encontramos a Parábola do Joio e do Trigo, simbolizando a boa semente plantada pelos próprios seres humanos no terreno fértil de suas existências, sob os auspícios da espiritualidade superior. O texto abaixo reproduz esse processo, que poderá ser encontrado na íntegra na Introdução de O Livro dos Espíritos em sua edição comemorativa de 100 anos - 1957 - ed. Lake.
“INTRODUÇÃO A O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita. Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Parácleto ou Espírito da Verdade. Dizer isso equivale a afirmar que O Livro dos Espíritos é o código de uma nova fase da evolução humana. E é exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente. Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não havia espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em espiritualismo e neo-espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa. Os fatos espíritas, que sempre existiram, eram interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Allan Kardec o lançou à publicidade, ‘contendo os princípios da Doutrina Espírita’, uma nova luz brilhou nos horizontes mentais do mundo.
Há uma sequência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação de novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando este povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus: e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho. A Bíblia é a codificação da primeira revelação cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos. A grande síntese dos esforços da antiguidade em direção ao espírito. Não é de admirar que se apresente muitas vezes assustadora e contraditória, para o homem moderno. O Evangelho é a codificação da segunda revelação cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na figura do Cristo o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária. Mas assim como, na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, cap. 14. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior do seu desenvolvimento. (...)
Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antiguidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e O Livro dos Espíritos, a do mundo moderno. Mas cada síntese não tráz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque encerra também os germens do futuro. E na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença de Jesus, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era. (...)

O QUE É O FILOSOFAR ESPÍRITA ?



“Para filosofar precisamos de aprender a ciência do mergulho em nós mesmos.” (J.H.Pires)
Sonia Theodoro da Silva
Há uma grande importância no significado prático da filosofia e da filosofia espírita, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais. Se pensarmos em filosofia apenas como uma disposição para o pensar, estaremos minimizando a sua importância no contexto da história humana. Na filosofia, aprendemos a analisar os elementos que compõem a existência do ser-no-mundo; e isto, porque há em nós uma inquietação existencial congênita. Já a filosofia espírita amplia essa busca, e revela a existência do ser interexistente em infinitas dimensões temporais, evolutivas, manifestando as suas luzes ou suas sombras nas formas concernentes ao seu nível de consciência.
A filosofia busca respostas, eleva-se, desenvolve-se, reflete-se, retoma ao reconsiderar as respostas anteriores. Não conclui, apenas conduz. E é nessa caminhada que o ser se descobre, na constante e infinita perquirição de si mesmo. O personagem shakesperiano, Hamlet, frente ao espelho, e com os restos mortais de seu bobo-da-corte à frente, abre essa perspectiva angustiante do nada, do vazio desconcertante e avassalador que nos toma de assalto frente ao silêncio da morte. A grande questão, ele diz, está no ser, ou no não-ser? É nisto (restos mortais) que nos transformamos?
O existencialismo – ou a angústia de existir – exorta o homem a existir inteiramente “aqui” e “agora”, para aceitar sua intensa “realidade humana” do momento presente – o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direção e propósito. “Cem anos após Kardec, a filosofia na França quase se desfez nos sofismas do nada, com Jean Paul Sartre e sua escola. Mas Simone de Beauvoir, companheira e discípula de Sartre, confirma e ilustra as considerações de Kardec, ao escrever: ‘...detesto pensar no meu aniquilamento. Penso com melancolia nos livros lidos, nos lugares visitados, no saber acumulado e que não mais existirá.(...)’, em La Force des Choses”. A aproximação da morte, sob a idéia do nada, acarreta às criaturas mais cultas essa desesperança amarga. (PIRES, J.H.).”
É sob essa angustiante perspectiva que a inteligência humana tem buscado minimizar a realidade inegável e irrecusável da morte. O Pensador (Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação profunda, num gestual próprio de quem está em luta com uma poderosa força interna. Tornou-se arquétipo do pensar filosófico como busca de si mesmo. Todos aqueles que já conseguiram ultrapassar a superfície do existir como usufruto das formas, mesmo porque elas trazem em si mesmas o sinal de sua intrínseca fragilidade, se identificam com essa figura. O Pensador traz a angústia da forma dilacerada pelo sofrimento; quase disforme, desproporcional, transmite o intenso drama interior de que é portador. Seu cenho carregado, oculta o olhar que permanece voltado para baixo. Ele não busca respostas no céu acima de seu pensamento, mas na terra abaixo de seus pés. Ele não demonstra um pensar sereno, mas uma dor atormentada pela ausência de respostas. Está nu. Abandonado ou desprovido das ilusões que pudessem ocultar-lhe a própria realidade, ele se expõe. E deixa uma das mais eloquentes mensagens ao ser humano atual: a verdadeira realidade do ser não jaz aqui, na temporalidade perecível, mas na imortalidade daquele que pensa: o Espírito.
As “previsões” de grandes tragédias por acontecer, através do cinema e da TV, retratam, metaforicamente esse drama atual: o ser humano, perdido em seus dramas interiores quer destruir a si mesmo, destruindo a fonte de sua própria existência – o planeta em que vive.
Outros autores cujas obras estão hoje nas telas, utilizam-se dos sentidos humanos (Babel, Ensaio sobre a Cegueira), para um novo mergulho dentro de si, através do mundo sensível, buscando trazer à tona as suas tragédias pessoais projetando-as aos seus semelhantes num movimento catártico, em busca de identificação.
Em 25 séculos de filosofia, temos inumeráveis doutrinas contraditórias. Nenhum dos pensadores ocidentais estiveram de acordo com relação às suas proposições. Há uma insatisfação profunda, gerada pela ausência de concordância. A meta final deve ser a realização, mas quem a conseguiu até agora?
Louvemos todos aqueles que tentaram. Seus esforços imortalizaram a trajetória do espírito humano em sua infinita jornada pelo autoconhecimento. Mesmo aqueles que se perderam no próprio vazio. Assim agiram, pela absoluta necessidade de identificação com o outro, e todos, com Deus.
“Deus está morto”, disse Nietzsche, certa vez. O deus apresentado pelas religiões, este sim, está morto. Morreu por falta de misericórdia, por ausência de amor ao próximo. Morreu por asfixia, mergulhado nos milhões de moedas geradas pela arrecadação criminosa obtida da ingenuidade e da falta de conhecimento. Morreu em cada ritual vazio de respostas, que perpetua a crença de que a crucifixão é nossa libertação (!?). Morreu em cada ser mutilado ou assassinado por balas perdidas ou bombas amarradas ao próprio coração daquele que O busca em desespero. Morreu em cada árvore caída, em cada rio poluído, no super-aquecimento do ar que respiramos.
Morreu ainda, pela ausência de amabilidade, cordialidade e respeito mútuo entre aqueles que se dizem seus seguidores.
Herculano cunhou a expressão “agonia das religiões” (PIRES, J.H.), para bem definir esse processo de transmutação da ostentação para a interiorização. Ostentação da fé, para auto afirmar-se. Para perpetuar a representação olímpica do deus humano sobre a Terra, na figura daqueles que insistem em representá-lo.
Deus não tem representantes. Tem filhos. E foi o maior deles, desfigurado pelo psiquismo arquetípico humano, fazendo de sua pessoa e de suas ações projeções de um herói mitológico, filho de um deus com uma mortal, e, portanto portador de virtudes milagrosas e espetaculares, misto de herói-mártir-guerreiro, que veio libertar-nos do Mal, igualmente projetado na figura arquetípica do anjo decaído que persiste em atormentar os seres humanos com doenças e flagelos, que surge entre nós, num dos momentos mais graves de nossa evolução.
Renascido na doutrina espírita, de forma igualmente simples, assim como viera em pessoa na manjedoura de luz, Jesus transfigura-se no Ser completo, naquele que é uno com o Pai porque identifica-se com suas leis, em sua consciência dilatada pelo Amor aceito porque compreendido.
No formato de Filosofia, o Espiritismo sintetiza os esforços humanos em busca de si, ilustrado pela imagem de O Pensador. Como Filosofia, analisa os elementos que compõem, sim, a existência do ser no mundo, porém, acrescidos da grande jornada que o aguarda na linha do tempo, fora deste mundo também.
O Ser é – jamais poderia não ser. O existencialismo kierkegaardeano, nietzscheniano, sartreano, serviu como uma lâmpada vermelha a pulsar, intemitente, como a dizer: acordem! A angústia beauvoiriana frente às possíveis perdas de seus tesouros intelectuais com o apelo inequívoco da morte, permanece no coração das mães e dos pais que perdem seus filhos adolescentes para as drogas, para o álcool, para o crime, para a sexualidade em patológico desvario.
A desesperança gerada pelo “escândalo” tem seu lenitivo na filosofia dos Espíritos Superiores; Sócrates a antecedeu, com a sua amorável vivência ético-moral com bases na lógica incontestável da Verdade. Platão, com a realidade do mundo das idéias que jazia acobertada no fundo da caverna. Aristóteles, a premência do mundo das formas a delinear a persona e suas realizações.
A Filosofia Espírita não é instrumento para mera elucubração. Nem tampouco de ostentação frente aos troféus humanos e mundanos. É sim uma alternativa, um convite (por ora) para a mudança do atual sistema de pensar.
O pensar filosófico-espírita prevê um universo de auto-descobertas, porém, impõe nesse processo, o reconhecimento da presença de Deus em nós através de suas leis, condutoras de nossa lógica, de nosso desenvolvimento, de nosso evoluir, de nossa amorosidade. As Leis Morais didaticamente definidas pelos Espíritos a Kardec, representam parte do processo de conscientização e de reconhecimento do divino em nós.
Não-ser é o desvario acima descrito; não-ser compõe os torpes sentimentos que nos afastam uns dos outros: a inveja, a soberba com sua filha, a prepotência. Esses elementos, poderosos em sua capacidade auto e alo destrutiva, faz estagnar o ser em sua nulidade existencial. E proclama a sua necessidade de sofrer para despertar.
Tal jornada ainda não terminou. O exemplo de Jesus, permanece como uma imagem-mensagem subliminar a permear o nosso momento existencial. Seu apelo continua pulsando nos corações humanos. A leitura desse chamamento tem sido decodificado de forma errada. Porém, ele continua ali. E quando o ser fartar-se de não-ser, abrirá seu coração e sua mente para o banquete – não o platonico, como representação do sensível, mas o nupcial, o inteligível, porque pleno de alegria, esperança e identificação com Deus.(Sonia Theodoro da Silva- São Paulo-SP-Brasil)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011