
Texto Reflexivo
(Sonia Theodoro da Silva)
Se os primeiros cristãos tivessem acreditado na divindade de Jesus, se dele houvessem feito um deus, sua religião ter-se-ia provavelmente submergido na multidão das que o Império Romano admitia, cada qual exaltando divindades particulares. O entusiasmo dos apóstolos, a indomável energia dos mártires, tinham sua origem na ressurreição do Cristo (...), prova manifesta da sua própria imortalidade. (Léon Denis) . Transformando Jesus de Nazaré em mito, o homem se transformou em robô. (JHPires).
A busca pela historicidade acerca da vida de Jesus, de seus apóstolos, sua herança familiar, etc., sempre ocupou a mente dos racionalistas e historiadores (Renan, Strauss, Guignebert, dentre outros). Em 1980, com a descoberta do túmulo de Talpiot, nos arredores de Jerusalém, atribuído à família de Jesus de Nazaré, e que deu origem posterior ao documentário de Simcha Jacobovici, “The Lost Tomb of Jesus of Nazareth”, seguido do filme hollywoodiano “The Body” (O Corpo), esse entusiasmo renasceu, porém restrito ao âmbito dos documentaristas e historiadores desvinculados, o que equivale dizer, livres dos poderes eclesiásticos e estatais. Em viagem à Terra Santa, e em estudos livres sobre religiões monoteístas, em Jerusalém, ninguém sequer mencionou-me ou aos outros participantes, a existência de tal tumba; oficialmente, o túmulo, ou túmulos atribuídos a Jesus são dois : o primeiro, uma laje de pedra sob uma pequena gruta construída dentro da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e outro, uma gruta maior, nos arredores de Jerusalém, e cuja posse é atribuída à família de José de Arimatéia, conforme mencionam os Evangelhos. A causa pelo silêncio seria a existência de um condomínio construído sobre o túmulo de Talpiot pelo governo israelense ? Talvez, o documentário é farto nessas elocubrações. Possibilidades, evidências, comprovações, cada uma dessas hipóteses, plausíveis, porém, jamais chegarão ao Jesus legitimado e desmitificado pela Filosofia dos Espíritos. Os homens estão muito presos às correntes da vida material, para poderem acessar Jesus em Espírito e Verdade. Preferem vê-lo, ou sob as correntes do Mito, ou sob a escravidão da vida de provas e expiações, fazendo-o descer ao nosso nível de evolução, com todas as necessidades e implicações que isto acarreta, do que admitir – ou aceitar – que Ele, pleno com as Leis Divinas, é a harmonia dos contrários em pessoa; é aquele que superou a dualidade latente em nossos Espíritos, que nos arrasta às necessidades reencarnatórias ora na forma física masculina, ora na feminina. É a plenitude consciencial que nada abate, nada afeta, nada atinge, porque compreende, porque aceita, porque Ama.
Por isso os homens, em sua arrogância, o isolaram na Divindade inatingível, um deus destinado a ser apenas adorado, distante dos mais simples, pois simples são as Leis de Deus, simples é a Vida que Ele nos concedeu.
Hoje, Jesus, consumido pelo mito criado pela prepotência, abriu espaços no tempo para voltar, em Espírito e Verdade, à nossa convivência, na FILOSOFIA ESPÍRITA. ESTA FOI E É A VOLTA DE JESUS. O mais, é mitologia.