FILOSOFIA ESPÍRITA, ENCANTAMENTO E CAMINHO

"JARDIN" - Claude Monet

BEM-VINDO (A) !
Síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real, sua Ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito à sua auto-descoberta; sua Filosofia o conduz à reflexão profunda; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe a natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.

Quando assim compreendida, permeia visões de Vida, amplia horizontes, eleva sentimentos, faz fluir, como as ondas suaves de um rio, as virtudes latentes e desconhecidas de seu mundo interior...


Por sua vez, a Música, como parte da Arte que reflete a busca pela própria transcendência balsamiza, inspira, eleva, encaminha à serenidade, à reflexão...


Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001) - CONSULTE O RODAPÉ DESTE BLOG:

“Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações materiais (...). Sua força está na sua Filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom-senso.” (Concl.VI - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)."O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o das manifestações, o dos princípios de Filosofia e Moral que delas decorrem e o das aplicações desses princípios.” (Concl. VII - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


O Título ©Projeto

Estudos Filosóficos Espíritas foi cuidadosamente refletido, tendo em vista que: 1) Deve refletir a natureza da obra espírita, eminentemente filosófica; 2) Deve refletir a natureza do curso; 3) Estudos Filosóficos é também o nome da vasta obra filosófico-espírita de Bezerra de Menezes, e constante da Bibliografia de apoio do deste projeto, com o qual pretende-se homenagear, reverenciando-lhe o trabalho ainda intenso de sustentação a causa espírita no Brasil, nas dimensões espirituais, juntamente com Espíritos da estirpe de Léon Denis, hoje liderando a Falange da Latinidade que igualmente traça diretrizes para a disseminação das ideias espíritas à humanidade;

4) Iluminando o Evangelho de Jesus com as luzes do Conhecimento Espírita, passaremos a trazê-lO ao coração, ao pensamento, à razão, aos atos, às atitudes, vivenciando com pleno saber e plena aceitação os seus ensinos.

Tal é a finalidade do Espiritismo – formar caracteres com vistas ao mundo de Regeneração (vide KARDEC, Allan, Obras Póstumas, “As Aristocracias”, div.ed.), conforme predito nas palavras de Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, O Consolador, div.ed.), corroboradas pela Codificação Espírita.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

AUSCHWITZ - BIRKENAU... O HOLOCAUSTO CONTINUA


Reflita sobre o ocorrido com o tema no blog http://filosofandocotidiano.blogspot.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

LIBERDADE DE IMPRENSA ? UMA OPINIÃO

Liberdade, Igualdade, Fraternidade
(quadro de Eugène Delacroix, "A Liberdade guiando o Povo', 
  simbolizando o lema da Revolução Francesa: Igualdade, Liberdade, Fraternidade)

As execuções ocorridas na data de hoje nas dependências do jornal parisiense demonstram vários aspectos de um mesmo problema, analisemos por partes:

1) O jornal Charlie Hebdo atingido pelo ataque tinha como lema “um jornal irresponsável”;
2) O jornal não tinha limites em suas pesadas críticas contra a política nacional e internacional, instituições, etnias, gêneros, e principalmente contra ícones e símbolos religiosos, e que envolvia sátiras, ironias, e exposição ao ridículo de representantes da sociedade e das religiões;
3) A Europa, principalmente a Alemanha, está no foco de atração de refugiados de todas as partes do Oriente Médio;
4) A França está num processo acelerado de secularismo e laicismo da sociedade como um todo, embora muitos franceses afirmem acreditar em Deus;
5) A Grã-Bretanha se mantém fechada a qualquer tentativa de acolhimento de refugiados de qualquer parte do planeta ou sequer de colaboração com os povos vítimas de guerras civis;
6) A Itália tem sido a porta de entrada por via marítima de refugiados de países em guerra do Oriente Médio, porém já existem movimentos internos que declaram a sua insatisfação pela ajuda prestada;
7) A Espanha e Portugal praticamente se omitem nessas questões mas já aconteceram inúmeras manifestações públicas de governos e populações contra a entrada de imigrantes em qualquer situação.  

O livro A Caminho da Luz do Espírito Emmanuel em consonância com o livro A Gênese de Allan Kardec principalmente o capítulo sobre a raça adâmica, faz reflexões sobre as origens espirituais dos povos, e aqui fazemos um recorte para focar os indo-europeus, de instinto belicoso e dados ao belicismo. A história se encarregou de comprovar a veracidade dessas afirmações ao longo dos milênios, principalmente durante o século XX quando os europeus foram os responsáveis por duas grandes guerras em solo continental e que acabou por alastrar-se para todo o planeta.  

Não estamos crucificando a Europa, berço ocidental da cultura, das artes, da filosofia e da ciência, que influenciou e continua a influenciar todo o resto do mundo. 

Contudo não posso deixar de reconhecer que, neste exato momento de grandes testemunhos perante as Leis Universais, a Europa pode estar colhendo os frutos de uma semeadura complexa e que os direciona, de maneira implacável, a um resgate coletivo.  Estariam hoje os países europeus sendo convocados a resgatar seus compromissos por amor, recolhendo vítimas de guerra, quando no passado eles próprios as fomentaram?

Porque exatamente a Alemanha, a Itália e a França são os países mais procurados pelos refugiados? O que os atrai para aquelas culturas totalmente diferentes das culturas chamadas islâmicas, ou melhor dizendo, das culturas sírias, libanesas, paquistanesas, iraquianas, palestinas, etc.? A História poderia responder a essas incógnitas?

Com relação ao ataque na data de hoje ao jornal francês – nada justifica a violência contra vidas humanas -, ouvimos um comentário de um jornalista brasileiro da Globo News dizer: O LIMITE DO HUMOR DEVE SER O LIMITE DA DIGNIDADE HUMANA – com o qual concordamos plenamente.

Penso que de forma alguma essa hostilidade travestida de comédia traz elementos formadores de opinião, senão de acirramento dessas mesmas hostilidades contra essa face inexplicável do pseudo-islamismo, que nos parece oportunista pois se aproveita de outra grave situação que são as ações de ortodoxos extremistas, e contra toda e qualquer cultura ou religião orientais.

O jornalista brasileiro (infelizmente o seu nome foi pouco mencionado) pontuou os seguintes itens a serem pensados nesse sentido os quais ele denomina de etnocentrismo e contra os quais deve-se  tomar muito cuidado, haja vista as manifestações públicas contra a imigração estrangeira em solo europeu:  
·         Identidade constituída exclusivamente pelo fundamentalismo
·         Sociabilidade determinada pelos ritos
·         Intolerância com outras religiões
·         Fato desrespeitoso (charges ridicularizantes)
·         Reação violenta (lobos solitários ou não)
·         Perseguição e criminalização de grupos afins
·         Nova reação violenta 

Cada item desses deve ser lido como um processo contínuo que leva à separatividade e ao acirramento de ânimos, o que não ajuda em nada o processo de democratização e de respeito às liberdades individuais que já estavam em andamento em alguns países do Oriente Médio e que sofreu brutal interrupção com a influência da violenta guerra civil síria, e agora com o surgimento de grupos extremistas como o estado islâmico.  

Conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo, os nossos direitos não devem esbarrar nos direitos dos outros de viver e de conviver, de ir e vir, de ter crenças ou não. O respeito está na base da boa convivência, portanto, há que se respeitar o semelhante, e muito mais agora, quando as hostilidades são escancaradas e não existem mais limites nem barreiras éticas às agressões contra o outro ser humano.

Regimes autoritários e extremistas um dia acabarão, legando à posteridade uma memória de dor e de sofrimento – e para o resto de nossas vidas traremos em nossas lembranças esses dias de tristeza e de luto, porém caindo em nós mesmos, de que grande parte da responsabilidade coube ao próprio ser humano, como semeador ininterrupto da intolerância e da cegueira espiritual e suas trágicas consequências.

Nunca o Espiritismo foi tão necessário quanto agora – o Espiritismo com Allan Kardec e com Jesus de Nazaré.  

Sonia Theodoro da Silva, 07 de janeiro de 2015. 

sábado, 3 de janeiro de 2015

Árvores caem? Quem é responsável?



Esta semana em São Paulo mais de 200 árvores caíram por força (dizem) das chuvas e dos ventos. Pergunta: chuvas, ventos, raios, tempestades, fazem parte dos fenômenos naturais?

Sim, é óbvio que sim... porém, nem todos pensam assim. E continuam reclamando das inundações, das mortes causadas por raios, das casas com  rachaduras e dos móveis e bens materiais perdidos pela força das águas, da falta de energia elétrica porque as árvores “destruíram” a rede elétrica.

Semanas atrás ouvimos as palavras de uma mãe que acabara de perder seu filho ex-combatente do Exército norte-americano e agora voluntário nas inúmeras forças de ajuda aos exilados de guerra em campos de recolhimento e cruelmente morto pelo estado islâmico: “meu filho morreu porque o mundo está enfermo...”

No mesmo instante pensei nos sentimentos que podem ter se sucedido no coração amantíssimo de Maria de Nazaré quando viu seu filho bem-amado sob o suplício romano e farisaico, sob a cusparada de um povo que ele ajudara a curar-se de suas doenças e mazelas, sob o abandono de seus  discípulos e seguidores...

Seu filho morrera porque o mundo estava enfermo...

E porque hoje o mundo ainda continua enfermo? Analiso a Humanidade – ou grande parte dela – como sonâmbulos padecendo de patologias mentais, sendo a maior delas a “psicopatia do desprezo” pela vida de seu semelhante e para com a Natureza.

No Brasil, esse mesmo ser humano continua a dilapidar a mata Atlântica para construir “seu lar”; continua a devastar a Amazonia para ampliar o agro-negócio e alimentar as bocas  dos povos de outros países que não souberam – ou não querem – bem  administar os seus bens naturais (e para que, se o Brasil tem espaço geográfico suficiente e uma imensa ganância política?) .

Esse mesmo ser humano continua a devastar os espaços naturais das grandes cidades como São Paulo, já esgotada em seus recursos naturais e especialmente hídricos para construir casas, edifícios, condomínios, favelas, desalojando a fauna que contribui para o eco-sistema e destruindo a flora que mantém a vida...

Esse mesmo ser humano sequer se preocupa com a já escassa vegetação à sua volta e quando árvores caem, a culpa é atribuída à chuva e ao vento refazentes, acolhedores, absolutamente naturais e bem vindos a nutrirem a terra e a saúde desse mesmo ser humano que acusa os órgãos oficiais de não cortarem as árvores prestes a cair...   

E permanece a pergunta:  porque não cuidaram das árvores, da vegetação, das plantas, das flores? Porque deixaram que os predadores as consumissem ?  Porque os órgãos oficiais cortam árvores ao invés de cuidar delas?

Porque a própria população não toma a iniciativa de “adotar” uma árvore, um parque, uma praça como alguns poucos o fazem?
É muito mais fácil cortar do que tratar – é muito mais fácil construir barracos espalhados pela cidade e em zona de preservação ambiental do que permanecer em seus locais de origem e exigir dos governantes que propiciem trabalho e condições dignas de vida.

Fazendo um balanço do ano de 2014 nessa alvorada de 2015, permaneço cética quanto à tomada de consciência e de responsabilidade por parte de grande parte da população  que se julga credora das benesses públicas e divinas e que se omite, se refugia e se oculta nos shopping centers, entre os bens de consumo, nas igrejas, nos centros espíritas, nos terreiros de umbanda e candomblé...  

Os espíritas em especial, muitos preferem atribuir a culpa ao "momento de transição" e aos estertores do mundo de provas e expiações sem sequer refletirem que o mundo é produto de nossos pensamentos e de nossas ações - ou da ausência delas.  

E penso em Jesus, em seu sacrifício,  em seu imenso Amor. E penso na dor de Maria de Nazaré, por seu filho sem mácula dando a Sua Vida para que a humanidade entendesse de uma vez por todas que o egoísmo humano é patológico e que o orgulho humano é produto da insanidade em que os seres humanos vivem e  que insistem em permanecer mergulhados. 
(Sonia Theodoro da Silva)     

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

TEMPO...


Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão pra qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste Ano Novo, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família seja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos, desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da sua Felicidade!!!
(Carlos Drummond de Andrade)

Que Deus abençoe os dias que virão, que sejam plenos de Paz e prósperos de Esperança e de Realizações!

 Sonia Theodoro da Silva - dezembro 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Feliz Natal com Jesus!



 
FELIZ NATAL COM JESUS!
Sonia Theodoro da Silva
CEFE- Centro de Estudos Filosóficos Espíritas


Lux Aeterna - Morten Lauridsen 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Final da trilogia épica tolkeniana



Está chegando ao fim a trilogia criada por Peter Jackson sobre o livro de JRR Tolkien, o Hobbit.
Se você está esperando encontrar a saga meio infantil meio aventuresca do livro, não vai ficar satisfeito(a). Misto de maniqueísmo com guerras medievais, em meio a dragões e monstrengos, o último episódio, A Batalha dos 5 Exércitos, nem consta do livro, ficou mesmo por conta da criatividade dos produtores e do Jackson.

A primeira trilogia, O Senhor dos Anéis, trazia uma Ode à Amizade, bem enfatizada nos livros do Tolkien, já que ele  decidiu homenagear os seus amigos mortos na Primeira Guerra Mundial. Misto de saga mítica, onde os arquétipos do herói, do guerreiro, do mártir se revezavam, acrescidos do feiticeiro, dos elfos e anões, numa clara retrospectiva das mitologias nórdica, celta, grega e anglo-saxonica,  eternizavam os mitos que constituíram e consagraram a história humana em sua jornada no planeta.  

O Hobbit - The Battle of Five Armies não deixa a desejar em produção, direção, cenário, figurinos, tecnologia de ponta, maquiagem, e os atores foram fantásticos - seguiram à risca o script.

Fica a pergunta: e agora? Será que Peter Jackson conseguirá quebrar o muro que o isola de Christopher Tolkien (filho  do autor) e que o impede de comprar os direitos autorais de SILMARILLION?
Quem sabe ? Somente o futuro dirá.  Por ora, divirta-se, vale a pena!







sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PORQUE ALLAN KARDEC E EMMANUEL NÃO SÃO FILÓSOFOS NEM CIENTISTAS OU TAMPOUCO RELIGIOSOS



“Os filósofos do mundo sempre pontificaram de cátedras confortáveis, mas nunca desceram ao plano da ação pessoal, ao lado dos mais infortunados da sorte”.  (Emmanuel)

Gostaríamos de apresentar algumas reflexões a respeito desse assunto, muito embora Emmanuel já tenha contribuído para tal conforme suas próprias palavras. Contudo, a favor do bom entendimento e da boa compreensão de todos os que não pertencem à conflitante área acadêmica, ressalvadas as sempre meritórias e dignas exceções, tentemos contribuir para a elucidação dessa questão, talvez em definitivo – sem postular esta como sendo a última palavra – e esclarecer porque Allan Kardec e Emmanuel não se enquadram nas definições do título deste artigo. Bastaria dizer que ser filósofo, cientista ou religioso no plano da Terra evocaria a adesão às profissões, ou atividades correlatas àqueles campos de atuação, ou ainda a crenças e dogmas, onde quer que se situem.

Necessário lembrar ainda que vivemos num plano moral de provas e expiações, o que delimita as nossas capacidades perceptivas, além de submetidos às injunções reencarnatórias determinadas e limitadas pelo nível evolutivo. Todos nos situamos nessas condições descritas, não obstante o livre-arbítrio como conquista inerente a cada um. Aqueles que já superaram as injunções evolutivas são os portadores de estatura moral de alta envergadura o que lhes possibilita uma visão ampla, inequívoca do que seja a Criação de Deus, porque fomos criados e para onde a humanidade se encaminha; nessas condições poderiam estar situados Allan Kardec, Emmanuel, bem como  Bezerra de Menezes, Mahatma Gandhi, e muitos, muitos outros que viveram o Evangelho de Jesus sem rotulagens humanas de qualquer natureza, apenas pelo amor à sabedoria, e pelo respeito absoluto a Deus, às suas Leis, e a Jesus de Nazaré.

Os grandes pensadores e filósofos, cientistas e religiosos perpassaram pela Verdade, sem contudo alcançá-la ou compreendê-la, sequer se aproximaram daquilo que somente o Espiritismo trouxe, no formato de doutrina, o Conhecimento mais aprofundado sobre a Vida Real, princípios eternos e imutáveis, numa linguagem acessível a todos, sobre a verdadeira existência do Ser. Quem assessorou e contribuiu para o desenvolvimento desse trabalho no plano terreno? O missionário do Bem, Hyppolite Léon Denizard Rivail, Allan Kardec. Estava só neste imenso trabalho? Certamente que não, pois dezenas de Espíritos ligados ao desenvolvimento do Conhecimento sobre a Terra e nas esferas superiores da Existência estavam ao seu lado.

Não importa a época, não importam as escolas e os sistemas filosóficos vigentes naquele momento, pois nem Kardec, nem Emmanuel posterior àquele, se enquadraram ou se submeteram aos seus sistemas, por inverso, analisaram-nos sob a lúcida compreensão do que significavam para os homens de seu tempo, fazendo com que estes os superassem.

No programa  do CEFE-Centro de Estudos Filosóficos Espíritas, FILOSOFANDO, que vai ao ar semanalmente  pela TV Mundo Maior da Fundação Espírita André Luiz, abordamos numa série de três programas a história de Emmanuel conforme os seus próprios relatos e cujo link abaixo encaminha os interessados a essas revelações feitas pelo próprio Espírito:  http://www.youtube.com/user/tvmundomaior/search?query=filosofando

No mesmo link acima, bem como em nosso portal de estudos, www.filosofiaespirita.org os prezados leitores e pesquisadores espíritas encontrarão  a história do pedagogo espírita, Hyppolite Léon Denizard Rivail, Allan Kardec,  em detalhes, no Seminário ocorrido em 2014 com base em seus mais eminentes biógrafos.  

O bom espírita, aquele que preza a sua Doutrina, aquele que procura preservar a inteireza textual do Espiritismo sem subvertê-lo com conceituações meramente humanas e temporais sabe que o nosso entendimento se ampliará à medida em que evoluirmos moral e intelectualmente, através do tempo.

No livro Ressurreição e Vida, do Espírito Léon Tolstoi, médium Yvonne do Amaral Pereira, encontramos uma frase bem interessante que transcrevemos: “...a Filosofia aqui (nos planos superiores da Existência), apresenta-se com extensão inconcebível aos entendimentos humanos.” (1)  
Como vemos, fazermos a leitura do Espiritismo bem como de seus dignos representantes com a linguagem limitada da Terra seria diminuí-los em sua grandeza e significado.

Melhor faríamos se levássemos o Conhecimento Espírita para as academias para que estas sim pudessem contribuir para os valores ético-morais humanos tão em defasagem naqueles ambientes, o que é altamente preocupante, dada a sua população constituída em sua grande maioria por jovens.

Alguns poderiam perguntar: como então compreender o Espiritismo? Respondemos: estudêmo-lo aprofundadamente em sua própria fonte, sem ideias preconcebidas, sem pré-conceitos, sem conceitos pessoais e humanos, procurando assimilá-lo em Espírito e Verdade, em Razão e Coração, em contínua ligação com os Espíritos Luminares – esta é a expressão que melhor os define – que o trouxeram para que fossemos minimamente felizes neste plano de evolução conturbada, complexa e triste, mas ao mesmo tempo grandiosa e promissora. Respeitá-los, é o mínimo que nos compete fazer.

SONIA THEODORO DA SILVA, bacharelanda em Filosofia.


(1)   Ressurreição e Vida, Léon Tolstoi/Yvonne A. Pereira, pg.100, ed. FEB, 2003. (o grifo da citação é nosso). 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Confiança na Vida




VEJA O SITE www.filosofiaespirita.org e os 7 BLOGS do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas.   
A palavra confiança em português origina-se do latim CONFIDENTIA, de CONFIDERE, “acreditar plenamente, com firmeza”, formada por COM, intensificativo, mais FIDERE, “acreditar, crer”, que deriva de FIDES, “fé”. Igual etimologia encontramos no inglês, CONFIDENCE, também proveniente do latim; em francês, CONFIANCE; em italiano, FIDUCIA, de FIDERE, mesma tradução acima; em espanhol CONFIANZA e assim por diante. Podemos entender desta forma que o vocábulo nos remete à postura universal de certeza, convicção, firmeza, força, segurança, e mais, esperança, fé, otimismo, e ainda, ânimo e resistência. Sem dúvida alguma que as palavras tem influência em nossas vidas e servem como estímulo ao nosso comportamento diante das adversidades.

Contudo, as palavras e os estímulos por elas suscitadas não devem ser tomadas apenas como pílulas de otimismo, como se fossem medicamentos milagrosos que nos colocam frente à solução de nossos problemas. Palavras são o resultado das elaborações do pensamento e, como tal, devem exprimir os bons sentimentos que trazemos conosco. Quando dizemos isso, não estamos afirmando que a autoajuda seria eficaz como terapêutica imediata, pois, como tal, só faz analgesia, não curando as enfermidades da alma.

No documentário Philosophy: A Guide to Happiness, oriundo de seu livro  As consolações da Filosofia, o filósofo suíço Alain de Botton destaca seis grandes pensadores sobre temas importantes do nosso cotidiano, e destacamos Sócrates com a autoconfiança: “Sócrates caminhava pelo mercado abordando as pessoas e questionando sobre o sentido da vida, de uma maneira muito interessante, mas também muito irritante. Se você pede explicações sobre as crenças das pessoas, elas muitas vezes reagem agressivamente. Sócrates não tinha essas inibições. Ele preferia ser considerado contundente, a permitir que seus compatriotas seguissem levando a vida sem pensar. Sua intenção era fazer todos reavaliarem suas crenças, acreditava que todos tinham o dever de refletir sobre suas vidas, e que todos nós temos capacidade para fazê-lo.”

Sócrates pagou alto preço por ajudar as pessoas a pensarem, a avaliarem a inconsistência de suas existências, e a incentivar a mudarem os seus pobres objetivos (quando os tinham), pobres porque focados apenas no aqui agora.

A confiança surge justamente quando sabemos, por dedução filosófica, quem somos, o que estamos fazendo por aqui e aonde iremos. Quando aprofundamos essas deduções com o auxílio da Filosofia Espírita, esse universo se expande. Não somos apenas cidadãos de um país, somos cidadãos do Universo. Nossas vidas não se restringem ao momento presente; descobrimos que somos herdeiros de conquistas do passado reencarnatório a caminho de um futuro pleno de promessas realizáveis; aprendemos que tudo passa, no dizer do Espírito Emmanuel (até as oportunidades perdidas). Por isso, sabemos que dramas pessoais têm a sua duração e que as realizações, por sua vez, devem se expandir no sentido de caminharmos com absoluta tranquilidade moral.

Transitamos hoje num mundo pleno de conflitos a reproduzirem psicopatologias individuais. Claro que é difícil confiar nesta construção, contudo, temos a eternidade à nossa frente e o momento atual para construí-lo da melhor forma possível, com a certeza de podermos contar com o estímulo e o amparo dos Espíritos que nos amam.

Sonia Theodoro da Silva
Bacharelanda em Filosofia

Publicado em SPS Journal, Inglaterra – on line em inglês, francês, alemão, português, italiano, espanhol, russo. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

OUSO ACREDITAR...



...que um dia o Brasil alcance o status de uma Nação livre onde a Educação, o Trabalho digno, a Ética e a Moral inspiradas no Evangelho de Jesus norteiem as atitudes de seus cidadãos.  

Sonia Theodoro da Silva, espírita, brasileira e cidadã.       

sábado, 23 de agosto de 2014

ENCONTROS COM HERCULANO PIRES - ASSISTA NO LINK Conferência Sonia Theodoro da SIlva: Vampirismo sob o olhar da Filosofia Espírita

ASSISTA A CONFERÊNCIA REALIZADA NA FUNDAÇÃO MARIA VIRGÍNIA E JOSÉ HERCULANO PIRES NA ÍNTEGRA ATRAVÉS DO LINK ABAIXO:  

http://new.livestream.com/vitaminavideo/encontroscomherculanopires

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O MEU (AMADO) PAÍS



Coração do mundo ... pátria do Evangelho ... há quem veja privilégios nestas palavras... e até uma certa arrogância; muitos julgaram ou julgam o Brasil a nova terra prometida e, nós, brasileiros, o povo escolhido que abrigaria os novos tempos. Contudo, o conceito de pátria do Evangelho é bem mais abrangente: na verdade estamos todos unidos, por afinidade, desde o passado remoto até o presente contundente: trânsfugas morais, adeptos de posturas equivocadas; desde todos os tempos, de todos os recantos da Terra, de todas as crenças e filosofias, de todas as posições sociais, de todas as sociedades e culturas, em um só e imenso lugar, onde tivéssemos as condições propícias para mudar...     


Brasil... de costas imensas, de largas e extensas praias, de selvas verdes e matas densas, de  mares verdes e de aves multi coloridas, de felinos belos e serenos; do boto que se confunde com o rapaz bonito da lenda criança; da pantera, da onça, do tucano e do papagaio; do mico leão dourado e das borboletas azuis... do cãozinho amigo e do gato ladino; das árvores que encantam, que ensombram, que fazem a chuva chover... das noites enluaradas e das estrelas sem fim... do calor que assusta e do frio que faz sofrer...

Visto do alto, o meu Brasil se confunde com outras terras e outros mares tão azuis e tão extensos que minha vista mal alcança...o meu Brasil de terras imensas, de águas ocultas, de rios largos e imensos, de peixes tão grandes quanto pequenos. Visto do alto, meu Brasil me comove - quem é você, Brasil? De quais lugares você veio e onde você está? Quem te construiu, quem sustenta as tuas fronteiras?

Do alto do mais alto pico do Brasil eu poderia estender meus braços e abraçar o meu país, e torná-lo pequeno, e afagá-lo como a uma criança, como a um filho querido que geme e se contorce em suas dores, dores tão grandes que saem às ruas, que se revolta, que chora e se espreme em veículos que o conduzem à busca do trabalho distante, ou do divertimento imposto e bancado pelos novos colonizadores e catequizadores de ideias.

Quem é você, meu Brasil, personificado em milhões de olhares úmidos de pranto por seus filhos perdidos pela bala “perdida”... quem é você, meu Brasil querido, personificado em milhares de crianças e jovens que, na escola, mal sabem ler e escrever uns, ou que se perdem nos desequilíbrios da busca desenfreada do prazer que, logo trazendo o vazio,  sai e sai novamente sem rumo, sem destino...quem é você, meu Brasil, cujo olhar suplicante busca nos altares frios e distantes a resposta para o seu desencanto...

Quem é você, meu Brasil de milhões de esperanças e de outro tanto de almas enfermas da alma; quem é você meu Brasil que busca num simples jogo de bola a alegria distante...

Porque, meu Brasil, tantos te tratam assim? Porque de tuas matas mortas, de teus animais em extinção, de tua água que seca, tamanha a poluição... E eu afago o meu país pequeno em meus grandes braços, e tal como o profeta, levanto o meu país à vista d’Aquele que o criou, à vista daquele que é maior do que eu mesma, do que todos, e que esteve entre nós nos ensinando a caminhar,  e o entrego nos Seus braços, e peço, e oro, pelo meu Brasil, para que possa andar com suas pernas vacilantes, que possa sorrir de vera alegria, que possa ver em torno de si a grande promessa de paz, que possa abraçar e ser abraçado, amar e ser amado, sem medo, sem raiva, porque crescido, adulto, educado, maduro e irmão.               

Que o meu Brasil possa sair de madrugada, e seguir para o seu trabalho compensador, e encontrar a rota certa, a segurança, a realização. 

Que o meu Brasil não dependa de quem quer que seja para alimentar-se, cuidar-se, ter seus filhos, comprar sua casa – porque tudo, tudo que fizer e realizar e respeitar reverterá a seu favor.

Que o meu Brasil respeite mares e lagos, rios e matas, animais e humanos, pois tudo faz parte do mesmo ciclo de vida, porque sabe que se assim não fizer, simplesmente morrerá.

Que o meu Brasil tenha seus representantes legítimos porque eleitos pela Verdade e pela Verdade trabalharão.

Que o meu Brasil apague de sua lembrança os maus governantes, os manipuladores, os corruptos e corruptores, os roubadores, os criminosos, os mentirosos e hipócritas, os que deturpam a paz e lesam os bens públicos; e que este momento não passe de aprendizado – longo, doloroso e definitivo aprendizado - em busca da honestidade, dos valores e virtudes humanas que a sustentam e à Vida.

Que o meu Brasil reconstruído pelo trabalho, pelos estudos, pela capacidade que tem de  sentir  empatia, afaste de si o egoísmo feroz e o individualismo doentio, que empobrece as suas capacidades, que o torna menor, que o submete à manipulação, e bloqueia o seu imenso potencial de realização.

Que o meu Brasil reconstruído pelo Amor, a ele finalmente dê guarida, abrindo os seus braços para os filhos das guerras distantes, das tragédias que ferem, dos dramas ocultos, das perseguições inumanas e cruéis.

Que o meu Brasil gigante acredite em si mesmo, mas seja tão humilde quanto a sua imensa capacidade de compreender.

Que o meu Brasil querido seja o coração que ama e a terra do Amor, que, renascido um dia, partiu mas nunca nos deixou.

Brasil: ergue-te, realiza, trabalha, acredita, ama, suba aos montes mais altos, eleva-te em espírito e de lá, visualiza o imenso caminho que te cabe; ele está perto de ti, bem perto, tão visível quanto as estrelas, tão fresco quanto as ondas do mar, tão vivo quanto as árvores,  silentes, belas e partícipes da vida – sai em busca das tuas bem-aventuranças,  segue a Luz que te criou, encontra-te contigo mesmo, e com todos os que te cercam. 

Meu Brasil jamais se submete, jamais se escraviza, a nada e a ninguém, a nenhuma circunstância. E o meu Brasil refeito e reconstruído, espiritualizado e trabalhador, finalmente estará pronto para abrigar a Paz – e de seu imenso coração emanarão os mais sublimes sentimentos que abraçarão a Terra inteira, os nossos irmãos. 
Sonia
 
 


 
 
 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

FILOSOFANDO - ÉTICA E MORAL


OLÁ, ACOMPANHE (AO LADO) E TAMBÉM PELO SITE www.filosofiaespirita.org  ou pelo canal do You Tube, mais um programa FILOSOFANDO, Ética e Moral, em três blocos ! 
PARTICIPE, OPINE, DIVULGUE !!! 






sábado, 25 de janeiro de 2014

FILOSOFANDO - JÁ ESTÁ NO AR!!



Olá, queridos internautas! Já está no ar, pela TV MUNDO MAIOR (www.tvmundomaior.com.br/programacao/filosofando )  e pelo site www.filosofiaespirita.org  o programa FILOSOFANDO, que trará, semanalmente, os aspectos de convergência entre Filosofia e Filosofia Espírita através de explicações claras, objetivas e de fácil entendimento.
Visite-nos, opine, dê sugestões, participe !

                                                    Profa. Sonia Theodoro da Silva
Fundadora do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas e do CEFE-Centro de Estudos Filosóficos Espíritas (http://www.filosofiaspirita.org)

                                                     Apresentação: Marcia Antoniazzi

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Os mitos no cinema



Em nosso Grupos de Estudo e Pesquisa do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas, do CEFE-Centro de Estudos Filosóficos Espíritas, estudamos os mitos, sua representatividade junto à sociedade contemporânea e a sua influência em nossa civilização. 

J.R.R. Tolkien formulou uma mitologia com bases linguísticas, e inseriu no contexto de sua saga os mitos nórdicos, gregos e celtas, representou a luta entre Bem e Mal e personificou o Bem no respeito à vida, amizade, à igualdade e à fraternidade. 

O Hobbit (1a. fase da trilogia do Senhor dos Anéis) estará nas telas em breve com a sua 2a. parte, A Desolação de Smaug (OBSERVAÇÃO: DRAGÕES SÓ EXISTEM NA MITOLOGIA, criada nos horizontes tribal e agrícola e inseridos nas sagas medievais dos cavaleiros bretões e saxões); ouça a música tema em duas versões, a de seu autor, e uma dupla de jovens : 










terça-feira, 13 de agosto de 2013

SÓCRATES: Subsídios para a Aula veja tbém www.filosofiaespirita.org


Sócrates - Monumento em Athenas, Grécia



sábado, 13 de julho de 2013

Malala, Desertificação no BR, Partidos Políticos Espíritas (!!??): veja no www.filosofandocotidiano.blogspot.com

                                         http://filosofandocotidiano.blogspot.com
A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, que sofreu um atentado por talibãs em seu país, discursa na ONU e abre Fundação para a Educação de jovens e crianças meninas

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LEIA TAMBÉM : O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL JÁ ATINGIU 230.000m2 ;


PARTIDO POLÍTICO COM LEGENDA ESPÍRITA? QUE ABSURDO É ESTE ???!!!  LEIA O ARTIGO "ESPIRITISMO E POLÍTICA PARTIDÁRIA"

A DESPEDIDA DE HERMÍNIO C. DE MIRANDA

TODAS ESSAS NOTÍCIAS NO BLOG DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS:
HTTP://FILOSOFANDOCOTIDIANO.BLOGSPOT.COM
    

terça-feira, 9 de julho de 2013

CARIDADE, FRATERNIDADE - SUBLIMAÇÃO DO ESPÍRITO (Assista ao vídeo)

"Se eu não tiver caridade, nada serei,,," Paulo aos Coríntios I



segunda-feira, 1 de julho de 2013

ESPIRITISMO E POLÍTICA



No século XVI, o pensador Nicolau Maquiavel (1469-1527) escreve a sua obra prima, “O Princípe”. Nascido em pleno Renascimento, o pensador é considerado fundador da Ciência Política Moderna – foi um funcionário público de Florença, e eventual conselheiro dos Médici, muito próximo de Lourenço, o Magnífico. Acusado de traição, foi forçado ao ostracismo, quando então escreve as duas principais obras políticas: a já citada acima e “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”.

De formação humanística, Maquiavel trazia como um dos modelos de organização política a do Império Romano. “Maquiavel começa o capítulo oitavo de O Príncipe invocando um exemplo histórico, para então induzir de  tal acontecimento um raciocínio geral: ele apresenta Agátocles como um exemplo de político cruel contemporâneo. Em seguida, discorre sobre o uso bom ou ruim (no sentido útil) da crueldade na política.” (ROCHA e QUERIQUELLI, 2011).

Interessante notar que o pensador renascentista não dispõe de um conceito de Estado, e, portanto, não consegue compreender plenamente o surgimento de um Estado nacional. Para Maquiavel, não existe diferenças entre Francisco I da França, Carlos V e César Bórgia;  ele apenas percebe a necessidade de se criar uma unificação nacional para que a Itália vença as suas divisões. Como uma das noções centrais do pensamento maquiavelano, a natureza humana é perversa. “Os homens seriam essencialmente maus” (ibid, 2011). “Os homens são ingratos, volúveis, simulados e dissimulados, fogem dos perigos, são ávidos de ganhar (...), tem menos receios de ofender a quem se faz amar do que a outro que se faça temer (...) e esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio. (...) Comprazem-se tanto em suas próprias coisas e de tal modo se iludem que raramente se defendem dos aduladores (...), e sempre se revelarão maus, se não forem forçados pela necessidade a serem bons (MAQUIAVEL, 2001, p.80 – 81). 

Para ele, todas as relações humanas são relações de poder. “Para o indivíduo, os outros ou são obstáculos ou são instrumentos para a realização de seus fins. Exatamente por isso, é necessário controlá-los sem se deixar cair no controle deles.” (ibid, 2011).

Durante a Idade Média, era comum avaliar os atos políticos por meio de juízos de valor, considerados e levados à prática pela Igreja cristã. Ignorando ou deixando de lado a moral cristã, Maquiavel inaugura a ruptura entre política e moral, ou seja, o ato político deixou de ser avaliado pelo seu valor moral, considerado por ele de sujeição e domesticação pelo clero, para ser avaliado por seu sucesso perante a manutenção de poder. “Se vistos pela ótica da moralidade cristã, dificilmente seriam admissíveis conselhos como: enganar as pessoas, aparentar qualidades que são valorizadas pelo povo e renegar estas qualidades quando estas não forem mais úteis; assassinar aliados quando necessário para a manutenção do poder (...) (ibid, 2011).”  O príncipe deve ser temido mas, por outro lado,  deve cuidar para que não seja odiado.
Sua obra, “O Príncipe”, é considerado um verdadeiro manual de absolutismo, já que seu maior desejo é ver uma Itália forte e unificada politicamente que somente um príncipe que preencha aquelas condições poderá fazê-lo.

Maquiavel ainda hoje é considerado – através de seus livros – um ícone para  muitos políticos de direita, de esquerda ou de centro. Dotado de uma sagacidade ímpar, ele planta as raízes que devem fazer florescer a mais forte das árvores: a do poder absoluto, e que jamais viria ao encontro dos ideais de uma democracia plena, mais tarde desenvolvida teoricamente nas Americas e na França, por conta de suas revoluções locais, porém, nesta última, culminando no regime do terror.  
Assim como Maquiavel, outros pensadores abordaram o poder de forma ampla como Hobbes, Locke e Rousseau. Cada um inserido em seu tempo, e culturas, porém com seus braços estendidos ao nosso século XXI, pois não é preciso muito para analisarmos como as suas ideias ainda se encontram inseridas na política global, compondo manuais de conduta perante as massas, como controlá-las e como manter aliados nas difíceis manobras do poder.

Diante dos fatos acima, pensemos com Allan Kardec em “Viagem Espírita em 1862”, quando diz que as sociedades deverão unir-se em um mesmo ideal de convivência pacífica e distributiva, onde a solidariedade deva se dar de forma expontânea e digna.  
O prof. Rivail, profundo conhecedor da alma humana, sabia – sabe – que as relações humanas para que se concretizem no ideal cristão, teriam que passar por diversas fases e muitas crises, uma vez que grande parte da humanidade é composta de Espíritos existencialmente imaturos e em muitos casos, rebeldes, o que levaria por dedução a julgá-los irresponsáveis, já que não se preveem as consequências deste ou daquele ato praticado, mas sim a obtenção, o lucro, a abrangência ou projeção pessoal, bem como a sagacidade nele aplicados para a manutenção de seus desejos escusos.

Pensarmos em ideal cristão e espírita em meio tão controverso pode parecer ingênuo, porém, o bom espírita que também é o bom cristão sabe que o seu papel é o do fermento da parábola de Jesus, que leveda a massa – a grande massa onde há desonestidade e desrespeito ao próximo, com o contributo de seu pensamento e posturas ético-morais, ou seja, respeitando a Vida, respeitando a mulher, respeitando o idoso, a criança, exemplificando com leal e profundo apreço o Evangelho do Mestre, tal como Kardec o fez.

Léon Denis, em meio à eclosão de revoltas políticas e da I Guerra Mundial onde a França sofreu perdas e destruição, preconizava a nobre ação do espírita a viver e exemplificar um “socialismo” com base na Lei de Sociedade (III Parte de O Livro dos Espíritos), na Lei de Igualdade e na Lei do Amor.

Em seu livro “Socialismo e Espiritismo”, diz Denis (destaques da obra): a solidariedade dos seres  na comunhão universal é um princípio sagrado no qual deve se inspirar toda grande obra  (...) Ligados através de nossas vidas, prosseguindo todos em um objetivo comum, nos sentimos unidos por fortes laços e chegaremos, com o tempo, através das perfeições realizadas, à formação de uma grande família (...) (DENIS, Socialismo e Espiritismo).

Portanto, em nenhum momento, nem durante nem posteriormente aos conflitos que a França atravessou, os baluartes do Espiritismo sequer pensaram em fundar partidos políticos sob legenda espírita, pois sabiam que esta facilmente cairia – através de seus componentes – no lugar comum da política vigente.

O Espiritismo é a síntese conceptual do pensamento – é o método de bem viver, de bem conhecer a Verdade, de respeitar a si e ao próximo. Jesus jamais se imiscuiu nos poderes de seu tempo, imersos em lutas fratricidas de conquista, de supremacia custasse o que custasse, atribuindo a César o que lhe era devido – ou seja, não havia condições de diálogo com César, aplacado em sua sede de poder pelo pagamento de impostos, embora injustos e cobrados pela força.

Sua luta era outra – a mesma que seu discípulo fiel, Kardec, inicia – a do bom combate, seguida de perto por outro guerreiro da Paz, Paulo de Tarso, de outros guerreiros da não-violência como Mahatma Gandhi, Luther King e de centenas de milhares de outros em nosso tempo, muitos anônimos.   
Temos consciência de que o momento atual é de grandes mudanças, de que o espírita é chamado a participar dessas mudanças, mas acima de tudo de que a maior transformação que lhe cabe realizar é a de seu próprio caráter, harmonizando-o com os ensinamentos de Jesus e decodificados por  Allan Kardec e sua divina parceria com o Mestre e com os Luminares da espiritualidade humana.

Fundar partidos sob legendas espíritas é jogar o Espiritismo nas lutas inglórias, mesquinhas, pretensiosas e menores das arenas políticas. Mais, é usá-lo como degrau ascensional à arrogância e orgulho pessoais.

“Recorda-te de que a vida é curta; esforça-te, pois, por conquistar, enquanto o podes, aquilo que vieste aqui realizar: o verdadeiro aperfeiçoamento. Possa teu Espírito partir desta Terra mais puro do que quando nela entrou! Pensa que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos assediam continuamente a alma; corrige teus defeitos, modifica teu caráter, reforça a tua vontade; eleva-te pelo pensamento, acima das vulgaridades da Terra e contempla o espetáculo luminoso do céu. ”  (DENIS, Depois da Morte).

Sonia Theodoro da Silva, São Paulo, SP

Bibliografia:
O Príncipe, Nicolau Maquiavel;
Filosofia Política I, Leandro Rocha e Luiz H. Queriquelli
Viagem Espírita em 1862, Allan Kardec
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
Socialismo e Espiritismo, Léon Denis
Depois da Morte, Léon Denis.
Pão Nosso, Emmanuel/Chico Xavier, it.106, Há muita diferença.   
Sugestão de pesquisa:

sexta-feira, 21 de junho de 2013

I WAS BLIND, BUT NOW I SEE...



AMAZING GRACE - CELTIC WOMAN 

"... I WAS BLIND, BUT NOW I SEE.." 

QUE O BRASIL POSSA RESPIRAR MAIS LIVRE...  QUE O BRASIL POSSA ABRIR OS OLHOS E ENXERGAR... QUE O BRASIL POSSA VIVER, ESTUDAR, TRABALHAR EM PAZ... QUE AS NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS BRASILEIROS TENHAM ESPERANÇAS... QUE OS NOSSOS IDOSOS BRASILEIROS ESTEJAM COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA... QUE O PODER SEJA APENAS O DAQUELE QUE SABE RESPEITAR, HONRAR E BEM ADMINISTRAR O BEM PÚBLICO.  

DESEJAMOS SINCERAMENTE QUE O BRASIL VENÇA EM SEUS NOBRES ANSEIOS. 
CEFE - SÃO PAULO, SP - JUNHO 2013   

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Antecedentes Históricos face à 3a. Revelação


Momentos do Seminário "Antecedentes Hitóricos face à Terceira Revelação", proferido pela profa. Maria Ângela Malatesta

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MÚSICA E FILOSOFIA ESPÍRITA



FECHE SUAVEMENTE OS OLHOS... OUÇA COM A ALMA ...



TWO STEPS FROM HELL - "FOREVER IN MY DREAMS"