FILOSOFIA ESPÍRITA, ENCANTAMENTO E CAMINHO

"JARDIN" - Claude Monet

BEM-VINDO (A) !
Síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real, sua Ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito à sua auto-descoberta; sua Filosofia o conduz à reflexão profunda; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe a natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.

Quando assim compreendida, permeia visões de Vida, amplia horizontes, eleva sentimentos, faz fluir, como as ondas suaves de um rio, as virtudes latentes e desconhecidas de seu mundo interior...


Por sua vez, a Música, como parte da Arte que reflete a busca pela própria transcendência balsamiza, inspira, eleva, encaminha à serenidade, à reflexão...


Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001) - CONSULTE O RODAPÉ DESTE BLOG:

“Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações materiais (...). Sua força está na sua Filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom-senso.” (Concl.VI - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)."O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o das manifestações, o dos princípios de Filosofia e Moral que delas decorrem e o das aplicações desses princípios.” (Concl. VII - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


O Título ©Projeto

Estudos Filosóficos Espíritas foi cuidadosamente refletido, tendo em vista que: 1) Deve refletir a natureza da obra espírita, eminentemente filosófica; 2) Deve refletir a natureza do curso; 3) Estudos Filosóficos é também o nome da vasta obra filosófico-espírita de Bezerra de Menezes, e constante da Bibliografia de apoio do deste projeto, com o qual pretende-se homenagear, reverenciando-lhe o trabalho ainda intenso de sustentação a causa espírita no Brasil, nas dimensões espirituais, juntamente com Espíritos da estirpe de Léon Denis, hoje liderando a Falange da Latinidade que igualmente traça diretrizes para a disseminação das ideias espíritas à humanidade;

4) Iluminando o Evangelho de Jesus com as luzes do Conhecimento Espírita, passaremos a trazê-lO ao coração, ao pensamento, à razão, aos atos, às atitudes, vivenciando com pleno saber e plena aceitação os seus ensinos.

Tal é a finalidade do Espiritismo – formar caracteres com vistas ao mundo de Regeneração (vide KARDEC, Allan, Obras Póstumas, “As Aristocracias”, div.ed.), conforme predito nas palavras de Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, O Consolador, div.ed.), corroboradas pela Codificação Espírita.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

terça-feira, 28 de junho de 2011

FILOSOFANDO O COTIDIANO: AULA ESPECIAL


FILOSOFANDO O COTIDIANO
1) Análise e discussão do trabalho coletado em classe, e que estará sendo postado no blog Filosofando o Cotidiano;
2) Com base no tema da 15a. Aula (A Filosofia do Espírito), estaremos refletindo sobre o significado da Filosofia Espírita em nossas vidas (livro-base: Introdução à Filosofia Espírita, JHPires, Cap. VII, Cosmossociologia Espírita); pesquise também em O Evangelho Segundo o Espiritismo e extraia um tema que reflita o espírito desta aula; DVD sugerido: "O Espiritismo - de Kardec aos dias de Hoje" (produção FEB), constante da Biblioteca do CENL;Conclusões.
3) Apresentação do programa para o segundo semestre.

terça-feira, 21 de junho de 2011

19ª. Aula-Filosofia Antiga (séc. VI a.C a IV a.C.) Período Pré-Socrático (séc. VI e V a.C.)


Parmênides
Objetivos Específicos
Aprofundar os seguintes conceitos: antes de Parmênides (considerado o “Pai da Metafísica”, o primeiro metafísico do pensamento ocidental), a especulação grega pela origem das coisas havia sido cosmológica, física; agora, passa a ser metafísica, ontológica, ou seja, o problema do princípio primeiro e da substância está no plano ontológico.
Sofistas: inícios do momento antropológico o homem social (“educar os homens” é o lema de Protágoras, o “Pai do Humanismo” e “Pai do Relativismo”) antecedendo ao período socrático com o homem moral, ético, como preparo para o advento de Jesus.(STS)

Filósofos
Parmênides de Eléia (530 – 444 a.C.) – Escola Eleática
Protágoras de Abdera (480 – 410 a.C.) - Sofista

“Não julgues a doutrina do ser com base em sensação, mas sim, com base na lógica racional.” (Parmênides).

Princípios Constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria

A gênese espírita, pautada nos três princípios constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria, em vez de ser limitada à Terra, abrange a imensidade infinita; em vez de fixar um prazo para a criação, prolonga-o por toda a Eternidade.

CONSULTAR: LIVRO TEMA DO ESPAÇO INTERATIVO, PARA CONCLUSÕES ÉTICO-MORAIS DESTA AULA.

VEJA: http://filosofandocotidiano.blogspot.com

quarta-feira, 15 de junho de 2011

18ª. Aula - Filosofia Antiga (SÉC. VI A IV A.C.) / As Causas Primárias


Objetivos Específicos
Continuação do processo mencionado nos Objetivos Específicos da 17ª Aula.
Propiciar uma abertura às conotações científicas em direta conexão com as teorias dos mais renomados cientistas da atualidade. Demonstrar que a dialética espírita é completa nesta aula: ciência que investiga, filosofia que perquire e religiosidade que faz transcender o saber à ética do Amor.(STS)

Filosofia Antiga (séc. VI a.C a IV a.C.)
Filósofos
Pitágoras de Samos (580 – 500 a.C.) – Escola Itálica
Anaxágoras de Clazômenas (500 – 428 a.C.) – Escola Pluralista
Lêucipo de Mileto (ou de Eléia) (460 - ?) – Escola Atomista
Demócrito de Abdera (460 – 400 a.C.) – Escola Atomista.

“As coisas visíveis são uma espiral sobre o invisível.” (Demócrito e Heráclito)
As Causas Primárias
O homem, o Espírito vai desenvolvendo sua perfectibilidade pelo cultivo de suas faculdades, que lhe cumpre cultivar, até que chegue ao derradeiro degrau de sua ascensão, em que despontarão as derradeiras faculdades que serão as de conhecer os mais elevados segredos da criação, os quais lhe foram, em sua longa série de existências, mistérios incompreensíveis.

terça-feira, 7 de junho de 2011

17ª. Aula - Filosofia Antiga (Séc. VI a.C a IV a.C.) Período Pré-socrático(VI e V a.C.) - Período Cosmológico ou Naturalista


Objetivos Específicos
Despertar o desejo de estudar e compreender o processo de encadeamento histórico-filosófico na busca das origens das coisas. Esclarecer que esse processo investigativo dos primeiros filósofos assemelha-se ao trabalho investigativo realizado por Allan Kardec.(STS)
Filósofos
Tales de Mileto (640 – 550 a.C.)
Anaximandro de Mileto (611 – 546 a.C.)
Anaxímenes de Mileto (588 – 524 a.C.)
Heráclito de Éfeso (540 – 475 a.C.)

“A filosofia não se dirige diretamente ao mundo, mas chega a ele por meio da indagação da alma.”(Heráclito).

Elementos Gerais do Universo - conhecimento do princípio das coisas
Deus criou, cria e criará, eternamente, os mundos que povoam os espaços e os seres que povoam os mundos. No entanto, para isso, não fez mais do que lançar por toda a parte a semente dos corpos: a matéria cósmica. É dessa matéria, condensada segundo as eternas leis do Criador, que se segmentam, constantemente, os novos corpos celestes, que mais tarde, por sua evolução, tornam-se aptos para a habitação humana. (AK)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

16ª. Aula - Filosofia: O homem a caminho da Verdade; Filosofia Espírita: a superação do sensível


Objetivos Específicos
Demonstrar que o conhecimento vem sendo construído/desenvolvido ao longo dos milhares de anos de evolução. O ser, agente desse processo, tem criado instrumentos de acesso perceptíveis ao mundo sensível platônico, no qual vivemos e no qual estamos imersos de corpo e alma. O mundo inteligível, contudo, permanece restrito aos desprovidos de idéias pré-concebidas, míticas, místicas ou “pré-conceituosas”: este último vocábulo, adaptado para o nosso entendimento, como idéias conceituadas previamente à percepção e consequente análise, tal como o processo socrático de construção perceptiva no-lo demonstra. (STS)

Filosofia: o homem a caminho da Verdade
A filosofia concebida de modo tradicional lida com as três grandes questões: o que existe? Como sabemos ? O que vamos fazer a respeito disso? As respostas fazem com que nos envolvamos com a metafísica, que é o estudo da natureza da realidade; a epistemologia, que é o estudo das condições necessárias para se conhecer algo; e a ética, uma tentativa de dizer o que é viver uma vida moralmente boa.

Filosofia Espírita: A superação do sensível
Preocupa-se com a fundamentação de um novo modo de pensar, o espírita, sustentado pelo desenvolvimento de sua Filosofia, que abre perspectivas para a compreensão do real, como ele se apresenta, porém apontando para uma realidade subjacente, a realidade do Espírito imortal, que amplia sobremaneira as dimensões do saber.

ATENTAR PARA AS CONCLUSÕES A SEREM DISCUTIDAS A PARTIR DO LIVRO INDICADO PARA O ESPAÇO INTERATIVO ! BOAS PESQUISAS !!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

15a. Aula - A Filosofia do Espírito


Objetivos Específicos
Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca, e a construção da filosofia do Espírito sugerida pelo Espiritismo em consonância com o pensamento de Jesus.
Esclarecer que sublimação não significa encaminhamento à salvação redentorista e dogmática das religiões, mas realizar-se predominante e efetivamente em Espírito, nas experiências corporais e espirituais.(STS)

A Filosofia do Espírito
No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. Quem somos? Donde viemos? Onde a estação de nossos destinos? (...) A missão do Espiritismo é, acima de tudo, o processo libertador das consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos. (...) É a força renovada do cristianismo em ação para reerguer a alma humana e sublimar a vida.(Emmanuel)

Espaço Interativo
Atente para o Capitulo do livro mencionado, e traga as suas conclusões !

terça-feira, 17 de maio de 2011

14ª. Aula - A Filosofia Antiga (O conjunto da Filosofia; formação da Filosofia na Grécia)


Objetivos Específicos
Esta aula visa propiciar condições para a compreensão das contribuições culturais dos povos da antiguidade nos campos da ciência, da arte e principalmente no modo de analisar o pensamento de cada filósofo. Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca. (STS)
Os povos da antiguidade – os egípcios, os hindus, os persas, os babilônios, etc., trouxeram grandes contribuições culturais para o patrimônio da humanidade. Já no século V a.C. a Grécia atingia o seu apogeu cultural. Durante este período surgiram nos campos da arte e da ciência, vultos extraordinários. Também floresceu na Grécia o interesse pela existência do mundo e pelo princípio das coisas. Tal interesse deu origem às reflexões filosóficas. As reflexões gregas são de profundo valor, pois inauguram os mais importantes temas debatidos pelos pensadores na história da Filosofia.(Padovani & Castagnola)
A história da Filosofia é essencialmente, a história do pensamento humano, dedicado a perscrutar os problemas do ser no decurso do tempo elaborando o conhecimento que satisfaz o anseio de saber, e põe soluções compatíveis com a possibilidade das épocas, e da capacidade intelectiva do homem, na imensa problemática existencial.(SM)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SPIRITIST PHILOSOPHICAL STUDIES PROJECT


INFORMAMOS AOS NOSSOS PREZADOS ESTUDIOSOS DA FILOSOFIA ESPÍRITA NOS GRUPOS DE ESTUDO E PESQUISA DO EFE-VER, BEM COMO COMPANHEIROS DE IDEAL ESPÍRITA, QUE JÁ ESTAMOS COM O BLOG http://spiritistphilosophy.blogspot.com/ ABERTO PARA O ESTUDO APROFUNDADO DE FILOSOFIA ESPÍRITA AOS PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA, E TAMBÉM ÀQUELES QUE DESEJAREM CONHECER O NOSSO TRABALHO NAQUELE IDIOMA.
CONSULTEM TAMBÉM:
http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com

QUE JESUS E OS BENFEITORES ESPIRITUAIS POSSAM ILUMINAR MAIS ESTE MODESTO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DE NOSSA TÃO AMADA FILOSOFIA ESPÍRITA.

domingo, 8 de maio de 2011

13a. Aula - Princípios Básicos em Espiritismo


Objetivos Específicos
Explicar que das justificativas míticas que conduziam à mitologia e desta às religiões humanizadas, o Espiritismo, de forma serena e lógica, expõe à reflexão madura os princípios norteadores da Civilização do Espírito, eternos e imutáveis em si mesmos, pois pertencem à Lei Divina. Não estão atrelados ao significado teológico, pois transcendem à humanidade, qualificando a ciência como ciência do Espírito, a filosofia como meio reflexivo e investigativo do Espírito e a religião como caminho à verdadeira religiosidade, que se manifesta em Espírito e Verdade. (STS)

Princípios Básicos em Espiritismo
Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado como um Triângulo de forças espirituais. (Emmanuel)
A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. Nos seus aspectos científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual. (J.H. Pires)

1) De Deus
2) Da Imortalidade da Alma
3) Da Pluralidade dos Mundos Habitados
4) Da Pluralidade das Existências
5) Da Comunicabilidade dos Espíritos

CONSULTE O LIVRO pertinente ao ESPAÇO INTERATIVO, para as conclusões desta aula.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

12a. Aula - Questões Fundamentais em Filosofia


Objetivos Específicos
Esta aula objetiva elucidar que:
1) As magnas questões que afligiam o ser humano em busca do conhecimento são as mesmas em todas as épocas;
2) Das justificativas míticas que conduziam à mitologia e desta às religiões humanizadas, o Espiritismo, de forma serena e lógica, expõe à reflexão madura os princípios norteadores da Civilização do Espírito, eternos e imutáveis em si mesmos, pois pertencem à Lei Divina. Não estão atrelados ao significado teológico, pois transcendem à humanidade, qualificando a ciência como ciência do Espírito, a filosofia como meio reflexivo e investigativo do Espírito e a religião como caminho à verdadeira religiosidade, que se manifesta em Espírito e Verdade.(STS)

Foi, com efeito, pela admiração que os homens, assim hoje como no começo, foram levados a filosofar, ficando primeiramente maravilhados diante dos problemas mais simples, e progredindo em seguida, pouco a pouco, até pôr-se problemas maiores. (Metafísica – Aristóteles).
Quais os grandes problemas filosóficos que nos deixam, a todos, intrigados e aos quais os grandes filósofos em todos os tempos procuraram responder?
1) Qual a natureza do Universo?
2) Qual a natureza de Deus?
3) Alma e Imortalidade
4) Existe a Verdade?
5) Espírito e Matéria
6) Bem e Mal
7) Destino e Livre-Arbítrio

O Espaço Interativo discutirá as questões acima: Prepare-se !

terça-feira, 19 de abril de 2011

11a.AULA - DO MITO À RAZÃO EM ESPIRITISMO



Objetivos Específicos

Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o sagrado é a fonte comum onde bebem todas as tradições e experiências espirituais, muitas delas sistematizadas em forma de religião mítica, ou mística, que se propaga de geração a geração mediante ritos, símbolos e práticas que se constituem em um universo de crenças e valores significantes, cujo poder empresta eternidade à fugacidade da existência. Porém, a Filosofia Espírita, sem quebrar a mística natural do ser que se projeta na interexistência, abre-lhe perspectivas de plenitude ao conceder-lhe o entendimento de seu próprio processo de crescimento intelectual e moral, em bases de razão e fé. O Espiritismo, mecanismo que faculta a desmitificação dos conceitos humanos presos ao tempo, liberta, conscientiza e responsabiliza o homem por seus pensamentos e atitudes, tornando-o partícipe da obra universal. (STS)

Do Mito à Razão em Espiritismo

(...) A Educação é um processo que tem por finalidade estabelecer na Terra a solidariedade de consciências, da qual resultará uma estrutura (...) que proclamará o primado do espírito no planeta – é isto que o Espiritismo pretende atingir pelo trabalho e a compreensão dos homens; porque a tarefa é nossa e não de entidades mitológicas de qualquer espécie.

Fonte RIE: Organograma OLE.
VEJA a nossa mensagem de PÁSCOA no http://filosofandocotidiano.blogspot.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

10ª. AULA-Do Mito à Razão


Objetivos Específicos
Idem à aula anterior. (STS)

Do Mito à Razão
O mito nasceu de uma atitude primária diante das coisas, sem rigor racional e sem crítica pessoal. A reflexão, a meditação ativa e a razão crítica viriam destruir o mundo mítico e elaborar um outro tipo de explicação: a filosófica.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

9a. Aula - O Pensamento Mítico


Objetivos Específicos
Trabalhar o mito em seu verdadeiro significado como instrumento interpretativo do mundo na construção da estrutura psicológica dos indivíduos. O mito em seu conceito puramente existencialista – niilista, responde hoje pela perpetuação do apego aos significados estratificados da civilização. Reconhecer que o mito é renovável, hoje como instrumento de propaganda ou linguagem subliminar criando modismos e dependências psicológicas. O ser humano precisa libertar-se dos significados para sair em busca da própria natureza em essência, em espírito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” - esta é a verdadeira mensagem subliminar a ser trabalhada em todo o contexto da Filosofia Espírita (esta Aula terá sua sequência detalhada no VER-Visão Espírita da Religiosidade).(STS)

O Pensamento Mítico
O homem primitivo não começou filosofando, assim como o homem medieval não podia ainda fazer Ciência. Sua mente primitiva se sentia estimulada a explicar uma Natureza totalmente desconhecida. Recém-vindo de uma evolução biológica surpreendente, sua mente era, diante das coisas, um papel em branco onde iria escrever seus mitos. O mito surge da necessidade consciente e inconsciente que o homem tem de explicar seu meio, seus problemas desconhecidos. (...) Em suma, o mito é o pensamento anterior à reflexão mais crítica.(JHPires)

Espaço Interativo: Além do livro mencionado no programa, veja a 3a. Aula neste Blog, postada em 12 de abril de 2010.

terça-feira, 29 de março de 2011

8a. aula - Arte e Estética / A Filosofia Espírita e a Arte

(Ilustração: Rosemary Brown in Concert)
Objetivos Específicos
Demonstrar que a Arte reproduz os conteúdos psicológicos do homem, como primeira exteriorização da sua leitura do mundo exterior, o sensível mundo platônico, bem como as intuições inatas do mundo inteligível. (STS)
Arte e estética
A partir da Grécia Antiga, a estética buscava a perfeição das formas, o Belo, através da escultura, da arquitetura e da poesia; com o passar do tempo a pintura, a música e a literatura, como expressão dos sentimentos, das emoções e da própria história humana, ocuparam o seu lugar de importância na cultura dos povos. Hoje, acrescente-se o cinema, que ocupa o seu espaço de destaque, reproduzindo, com seu instrumental tecnológico de ponta, este anseio inerente ao ser humano.(STS)
A Filosofia Espírita e a Arte
Por sua vez o objetivo essencial da arte, nas palavras de Léon Denis, “é a busca e a realização da Beleza; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral.” (in O Espiritismo na Arte).(STS)

segunda-feira, 21 de março de 2011

7a. Aula - Linguagem / Linguagem e Responsabilidade


Objetivos Específicos
Trabalhar o significado da linguagem articulada como a maior aquisição da razão humana, fruto da evolução do Espírito. Mostrar que a linguagem filosófica espírita, fruto dessa evolução realizada, conduz o ser atual, em trânsito de um plano moral-existencial para outro, como um instrumento decodificador do pensamento que o leva a responsabilizar-se pelas palavras que profere. A linguagem demonstra o nosso nível moral, portanto deve fortalecer-se nos padrões éticos do Espiritismo com Jesus. (STS)

Linguagem e responsabilidade
Nos mundos menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, entretanto, a linguagem articulada. (...) Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance (...). (Kardec A., in LE).

terça-feira, 15 de março de 2011

6a. Aula - O Método em Filosofia e o Método em Espiritismo


Objetivos Específicos
Allan Kardec trouxe para a doutrina espírita, a única e inovadora metodologia científica investigativa acerca do mundo espiritual jamais realizada, portanto, mantê-la, desenvolvendo-a corretamente, é preservar o Espiritismo das ondas culturais que surgem e passam no mar tempestuoso da vida de provas e expiações. É a bússola que mantém o navio da existência navegando em segurança para o porto seguro do conhecimento superior (o pensador espírita Léon Denis, no Espaço Interativo, conscientiza, em profundidade, essa questão).
Sob o ponto de vista moral, conscientizar-mo-nos de que o pensar metódico e disciplinado conduz ao equilíbrio e à harmonia do corpo e da alma (ver O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis, item Disciplina do Pensamento e a Reforma do Caráter). (STS)

A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares (...) não se trata de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se referem aos próprios princípios da doutrina (...) ensinado espontaneamente, ao mesmo tempo, em diferentes lugares, e de maneira idêntica (...) quanto ao fundo. (Allan Kardec)

Espaço Interativo Reflexivo
Consultar:
1) O Evangelho Segundo o Espiritismo – Introdução II, Autoridade da Doutrina Espírita – Controle Universal do Ensino dos Espíritos;
2) 13ª. Aula (Texto Reflexivo)postada neste blog:
http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com/

VISITE TAMBÉM: http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com/

VEJA COMO AGIR DIANTE DOS SOFRIMENTOS COLETIVOS EM : http://filosofandocotidiano.blogspot.com/

terça-feira, 8 de março de 2011

5a. AULA - O Espiritismo e a Tradição Filosófica


Objetivos Específicos
Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o Espiritismo é a síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real; sua ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito a descobrir-se; sua Filosofia o conduz à reflexão; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe (ao ser humano) a própria natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.(STS)

TEXTO A SER ESTUDADO EM AULA, NO ESPAÇO INTERATIVO:
RODA DE LEITURA (LEITURA ANTECIPADA) COM BASE EM: O Infinito e o Finito, Cap.34,“Está promovendo o Espiritismo ‘uma nova revolução copérnica’ ”.

As aulas presenciais serão ministradas simultaneamente pelo prof. Alexandre e pela profa. Sonia.

ESPIRITISMO REVIVENDO O CRISTIANISMO – EIS A NOSSA RESPONSABILIDADE. COMO OUTRORA JESUS REVELOU A VERDADE EM AMOR, NO SEIO DAS RELIGIÕES BÁRBARAS DE HÁ DOIS MIL ANOS, USANDO A PRÓPRIA VIDA COMO ESPELHO DO ENSINAMENTO DE QUE SE FIZER AVEÍCULO, CABE AO ESPIRITISMO CONFIRMAR-LHE O MINISTÉRIO DIVINO, TRANSFIGURANDO-LHE AS LIÇÕES EM SERVIÇO DE APRIMORAMENTO DA HUMANIDADE.
(...) ESPÍRITAS !
É IMPRESCINDÍVEL ESTUDAR EDUCANDO, E TRABALHAR CONSTRUINDO.
SIGAMOS, POIS À FRENTE, OTIMISTAS, SEGUROS DO DEVER E LEAIS À PRÓPRIA CONSCIÊNCIA, NA CERTEZA DE QUE O NOME DE JESUS ESTÁ EMPENHADO EM NOSSAS MÃOS.
(EMMANUEL, RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS)

CONSULTE TAMBÉM: http://filosofandocotidiano.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

4a. Aula - A FILOSOFIA ESPÍRITA



OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Há uma grande importância no significado prático da Filosofia e da Filosofia Espírita, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais (veja "Preliminares", do livro O Espírito e o Tempo, de J.Herculano Pires).
Com o texto base do Espaço Interativo, constante em seu Programa, analisar as reflexões do filósofo, trazendo a sua análise para a interação na aula presencial.(STS)

Este livro (O Livro dos Espíritos) foi escrito por ordem e sob ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema. (Allan Kardec, Prolegômenos/LE).

Ao dizer que o Espiritismo era uma filosofia, Allan Kardec não estava excluindo seu caráter científico, muito pelo contrário. Além disso, como a ética ou moral é uma das áreas da filosofia, aquela designação também não excluía o aspecto moral do Espiritismo, que é a essência da chamada religião espírita. (S.S.Chibeni, in O Espiritismo em seu tríplice aspecto.)

A filosofia tem tudo a ganhar ao considerar seriamente os fatos do Espiritismo. Para começar, porque estes são a sanção solene de seu ensinamento moral e porque, por si mesmos, provarão aos mais endurecidos o alcance de sua conduta (...), o estudo aprofundado das consequências, que se deduzem da existência sensível da alma no estado não encarnado (...) o conhecimento da essência da alma, conduzirá a filosofia ao conhecimento da essência das coisas e de Deus.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

3a. AULA - O QUE É FILOSOFIA ?

La Clef des Champs, 1933 - René Magritte

SINOPSE
Há uma grande importância no significado prático da Filosofia e da FILOSOFIA ESPÍRITA, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais.(STS). Segundo o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), "Não há Filosofia que se possa aprender, só se aprende a filosofar", e com base em Kant, podemos dizer que Filosofia é uma atitude (a atitude do filósofo caracteriza-se pela humildade intelectual de quem convive com a dúvida; pela admiração crítica diante dos mistérios e contradições da realidade; pelo espanto e encantamento diante do que se apresenta como normal e natural), Filosofia é autonomia (pressuposto para a realização do sujeito no exercício da liberdade), Filosofia é reflexão (como um constante ver e rever, que permite o desenvolvimento e a evolução), Filosofia é crítica, pois parte do que existe, analisa, critica, coloca em dúvida, faz perguntas, abre as portas das possibilidades...Filosofia é criatividade (pois constrói o novo) e AMOR À SABEDORIA.
A essência da Filosofia é a procura do saber e não somente a sua posse: "O que eu sei é que nada sei", dizia Sócrates (470-399 a.C.). O sábio não julga saber, o sábio busca, procura, investiga. O verdadeiro sábio sabe que a verdade não lhe pertence e, por isso, acerca-se amorosamente dela. (M.E.C.)

VEJA A ENTREVISTA DE JOSTEIN GAARDER SOBRE "FILOSOFIA E EDUCAÇÃO"
NO BLOG: http://filosofandocotidiano.blogspot.com (link ao lado)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

2ª. AULA –FILOSOFIA ESPÍRITA: TERCEIRA SÍNTESE CONCEPTUAL


“CADA FASE DA EVOLUÇÃO HUMANA SE ENCERRA COM UMA SÍNTESE CONCEPTUAL DE TODAS AS SUAS REALIZAÇÕES.” (J. Herculano Pires com base em Léon Denis)(STS)
Os autores definem com mestria o significado da vinda da Doutrina Espírita no atual estágio evolutivo do planeta, categorizado pelos Espíritos Superiores como de transição. No Evangelho de Mateus (Mt.13, 24-30), encontramos a Parábola do Joio e do Trigo, simbolizando a boa semente plantada pelos próprios seres humanos no terreno fértil de suas existências, sob os auspícios da espiritualidade superior. O texto abaixo reproduz esse processo, que poderá ser encontrado na íntegra na Introdução de O Livro dos Espíritos em sua edição comemorativa de 100 anos - 1957 - ed. Lake.
“INTRODUÇÃO A O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita. Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Parácleto ou Espírito da Verdade. Dizer isso equivale a afirmar que O Livro dos Espíritos é o código de uma nova fase da evolução humana. E é exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente. Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não havia espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em espiritualismo e neo-espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa. Os fatos espíritas, que sempre existiram, eram interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Allan Kardec o lançou à publicidade, ‘contendo os princípios da Doutrina Espírita’, uma nova luz brilhou nos horizontes mentais do mundo.
Há uma sequência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação de novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando este povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus: e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho. A Bíblia é a codificação da primeira revelação cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos. A grande síntese dos esforços da antiguidade em direção ao espírito. Não é de admirar que se apresente muitas vezes assustadora e contraditória, para o homem moderno. O Evangelho é a codificação da segunda revelação cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na figura do Cristo o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária. Mas assim como, na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, cap. 14. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior do seu desenvolvimento. (...)
Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antiguidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e O Livro dos Espíritos, a do mundo moderno. Mas cada síntese não tráz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque encerra também os germens do futuro. E na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença de Jesus, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era. (...)

O QUE É O FILOSOFAR ESPÍRITA ?



“Para filosofar precisamos de aprender a ciência do mergulho em nós mesmos.” (J.H.Pires)
Sonia Theodoro da Silva
Há uma grande importância no significado prático da filosofia e da filosofia espírita, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais. Se pensarmos em filosofia apenas como uma disposição para o pensar, estaremos minimizando a sua importância no contexto da história humana. Na filosofia, aprendemos a analisar os elementos que compõem a existência do ser-no-mundo; e isto, porque há em nós uma inquietação existencial congênita. Já a filosofia espírita amplia essa busca, e revela a existência do ser interexistente em infinitas dimensões temporais, evolutivas, manifestando as suas luzes ou suas sombras nas formas concernentes ao seu nível de consciência.
A filosofia busca respostas, eleva-se, desenvolve-se, reflete-se, retoma ao reconsiderar as respostas anteriores. Não conclui, apenas conduz. E é nessa caminhada que o ser se descobre, na constante e infinita perquirição de si mesmo. O personagem shakesperiano, Hamlet, frente ao espelho, e com os restos mortais de seu bobo-da-corte à frente, abre essa perspectiva angustiante do nada, do vazio desconcertante e avassalador que nos toma de assalto frente ao silêncio da morte. A grande questão, ele diz, está no ser, ou no não-ser? É nisto (restos mortais) que nos transformamos?
O existencialismo – ou a angústia de existir – exorta o homem a existir inteiramente “aqui” e “agora”, para aceitar sua intensa “realidade humana” do momento presente – o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direção e propósito. “Cem anos após Kardec, a filosofia na França quase se desfez nos sofismas do nada, com Jean Paul Sartre e sua escola. Mas Simone de Beauvoir, companheira e discípula de Sartre, confirma e ilustra as considerações de Kardec, ao escrever: ‘...detesto pensar no meu aniquilamento. Penso com melancolia nos livros lidos, nos lugares visitados, no saber acumulado e que não mais existirá.(...)’, em La Force des Choses”. A aproximação da morte, sob a idéia do nada, acarreta às criaturas mais cultas essa desesperança amarga. (PIRES, J.H.).”
É sob essa angustiante perspectiva que a inteligência humana tem buscado minimizar a realidade inegável e irrecusável da morte. O Pensador (Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação profunda, num gestual próprio de quem está em luta com uma poderosa força interna. Tornou-se arquétipo do pensar filosófico como busca de si mesmo. Todos aqueles que já conseguiram ultrapassar a superfície do existir como usufruto das formas, mesmo porque elas trazem em si mesmas o sinal de sua intrínseca fragilidade, se identificam com essa figura. O Pensador traz a angústia da forma dilacerada pelo sofrimento; quase disforme, desproporcional, transmite o intenso drama interior de que é portador. Seu cenho carregado, oculta o olhar que permanece voltado para baixo. Ele não busca respostas no céu acima de seu pensamento, mas na terra abaixo de seus pés. Ele não demonstra um pensar sereno, mas uma dor atormentada pela ausência de respostas. Está nu. Abandonado ou desprovido das ilusões que pudessem ocultar-lhe a própria realidade, ele se expõe. E deixa uma das mais eloquentes mensagens ao ser humano atual: a verdadeira realidade do ser não jaz aqui, na temporalidade perecível, mas na imortalidade daquele que pensa: o Espírito.
As “previsões” de grandes tragédias por acontecer, através do cinema e da TV, retratam, metaforicamente esse drama atual: o ser humano, perdido em seus dramas interiores quer destruir a si mesmo, destruindo a fonte de sua própria existência – o planeta em que vive.
Outros autores cujas obras estão hoje nas telas, utilizam-se dos sentidos humanos (Babel, Ensaio sobre a Cegueira), para um novo mergulho dentro de si, através do mundo sensível, buscando trazer à tona as suas tragédias pessoais projetando-as aos seus semelhantes num movimento catártico, em busca de identificação.
Em 25 séculos de filosofia, temos inumeráveis doutrinas contraditórias. Nenhum dos pensadores ocidentais estiveram de acordo com relação às suas proposições. Há uma insatisfação profunda, gerada pela ausência de concordância. A meta final deve ser a realização, mas quem a conseguiu até agora?
Louvemos todos aqueles que tentaram. Seus esforços imortalizaram a trajetória do espírito humano em sua infinita jornada pelo autoconhecimento. Mesmo aqueles que se perderam no próprio vazio. Assim agiram, pela absoluta necessidade de identificação com o outro, e todos, com Deus.
“Deus está morto”, disse Nietzsche, certa vez. O deus apresentado pelas religiões, este sim, está morto. Morreu por falta de misericórdia, por ausência de amor ao próximo. Morreu por asfixia, mergulhado nos milhões de moedas geradas pela arrecadação criminosa obtida da ingenuidade e da falta de conhecimento. Morreu em cada ritual vazio de respostas, que perpetua a crença de que a crucifixão é nossa libertação (!?). Morreu em cada ser mutilado ou assassinado por balas perdidas ou bombas amarradas ao próprio coração daquele que O busca em desespero. Morreu em cada árvore caída, em cada rio poluído, no super-aquecimento do ar que respiramos.
Morreu ainda, pela ausência de amabilidade, cordialidade e respeito mútuo entre aqueles que se dizem seus seguidores.
Herculano cunhou a expressão “agonia das religiões” (PIRES, J.H.), para bem definir esse processo de transmutação da ostentação para a interiorização. Ostentação da fé, para auto afirmar-se. Para perpetuar a representação olímpica do deus humano sobre a Terra, na figura daqueles que insistem em representá-lo.
Deus não tem representantes. Tem filhos. E foi o maior deles, desfigurado pelo psiquismo arquetípico humano, fazendo de sua pessoa e de suas ações projeções de um herói mitológico, filho de um deus com uma mortal, e, portanto portador de virtudes milagrosas e espetaculares, misto de herói-mártir-guerreiro, que veio libertar-nos do Mal, igualmente projetado na figura arquetípica do anjo decaído que persiste em atormentar os seres humanos com doenças e flagelos, que surge entre nós, num dos momentos mais graves de nossa evolução.
Renascido na doutrina espírita, de forma igualmente simples, assim como viera em pessoa na manjedoura de luz, Jesus transfigura-se no Ser completo, naquele que é uno com o Pai porque identifica-se com suas leis, em sua consciência dilatada pelo Amor aceito porque compreendido.
No formato de Filosofia, o Espiritismo sintetiza os esforços humanos em busca de si, ilustrado pela imagem de O Pensador. Como Filosofia, analisa os elementos que compõem, sim, a existência do ser no mundo, porém, acrescidos da grande jornada que o aguarda na linha do tempo, fora deste mundo também.
O Ser é – jamais poderia não ser. O existencialismo kierkegaardeano, nietzscheniano, sartreano, serviu como uma lâmpada vermelha a pulsar, intemitente, como a dizer: acordem! A angústia beauvoiriana frente às possíveis perdas de seus tesouros intelectuais com o apelo inequívoco da morte, permanece no coração das mães e dos pais que perdem seus filhos adolescentes para as drogas, para o álcool, para o crime, para a sexualidade em patológico desvario.
A desesperança gerada pelo “escândalo” tem seu lenitivo na filosofia dos Espíritos Superiores; Sócrates a antecedeu, com a sua amorável vivência ético-moral com bases na lógica incontestável da Verdade. Platão, com a realidade do mundo das idéias que jazia acobertada no fundo da caverna. Aristóteles, a premência do mundo das formas a delinear a persona e suas realizações.
A Filosofia Espírita não é instrumento para mera elucubração. Nem tampouco de ostentação frente aos troféus humanos e mundanos. É sim uma alternativa, um convite (por ora) para a mudança do atual sistema de pensar.
O pensar filosófico-espírita prevê um universo de auto-descobertas, porém, impõe nesse processo, o reconhecimento da presença de Deus em nós através de suas leis, condutoras de nossa lógica, de nosso desenvolvimento, de nosso evoluir, de nossa amorosidade. As Leis Morais didaticamente definidas pelos Espíritos a Kardec, representam parte do processo de conscientização e de reconhecimento do divino em nós.
Não-ser é o desvario acima descrito; não-ser compõe os torpes sentimentos que nos afastam uns dos outros: a inveja, a soberba com sua filha, a prepotência. Esses elementos, poderosos em sua capacidade auto e alo destrutiva, faz estagnar o ser em sua nulidade existencial. E proclama a sua necessidade de sofrer para despertar.
Tal jornada ainda não terminou. O exemplo de Jesus, permanece como uma imagem-mensagem subliminar a permear o nosso momento existencial. Seu apelo continua pulsando nos corações humanos. A leitura desse chamamento tem sido decodificado de forma errada. Porém, ele continua ali. E quando o ser fartar-se de não-ser, abrirá seu coração e sua mente para o banquete – não o platonico, como representação do sensível, mas o nupcial, o inteligível, porque pleno de alegria, esperança e identificação com Deus.(Sonia Theodoro da Silva- São Paulo-SP-Brasil)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

domingo, 19 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ENCERRAMENTO DO ANO LETIVO 2010


MAIS UM ANO TERMINA... PLENO DE REALIZAÇÕES E ALEGRIAS; QUE OS BENFEITORES ESPIRITUAIS POSSAM ILUMINAR A TODOS AQUELES QUE NOS INSPIRARAM E APOIARAM NESTE MODESTO PROJETO, QUE ORA TRANSFORMA-SE EM ESTUDO APROFUNDADO DA FILOSOFIA DE LUZ: A FILOSOFIA ESPÍRITA !

ABRAÇO CARINHOSO A TODOS OS AMIGOS DO:
EFE - FILOSOFIA ESPÍRITA
GEIC - EDUCAÇÃO MEDIÚNICA COM BASE NA FILOSOFIA ESPÍRITA
CENTRO ESPÍRITA NOSSO LAR CASAS ANDRÉ LUIZ (ÁREA DE ENSINO/CONSELHO DOUTRINÁRIO)
VEJA OS SLIDES EM http://filosofandocotidiano.blogspot.com

domingo, 21 de novembro de 2010

32ª. AULA – FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA (SÉC. XIX AOS DIAS ATUAIS)



Características
Várias são as correntes filosóficas cuja marca em comum não são os pressupostos e as conclusões (que são diferentes), mas o instrumento de que se valem: a análise da existência.
REFLEXÃO
(Sonia Theodoro da Silva)
O Existencialismo afirma que o homem é uma realidade finita, que existe a age por sua própria conta e risco. Retrato da atual crise existencial vigente não só no Ocidente, mas que avassala as consciências comprometidas dos homens, teve seu início com o pessimismo de Schopenhauer, a angústia de Kierkegaard, tomando de assalto a Nietzsche, Sartre e todo o movimento filosófico ocidental. Traçou em seu perfil o Niilismo, a nadificação, conduziu a sistemas econômicos que levaram ao consumismo exarcebado, à projeção animista da Natureza, esgotada em sua função de geradora da vida e abrigo do Princípio Inteligente.
Fatalmente enganados por suas próprias análises vários pensadores desse movimento foram levados ao suicídio, resultante da profunda insatisfação pela Vida e exaltação do vazio existencial. Contrapondo-se a esta linha de pensamento, temos Jaspers e Marcel.
Mais recentemente, Luc Ferry, ex-ministro da Educação da França, defensor do Humanismo Secular, “visão de mundo que se contrapõe à religião, por conta de seu compromisso com o uso da razão crítica, em vez da fé, na busca de respostas para as questões humanas mais importantes (APRENDER A VIVER, 2006)”, e outros analistas críticos como Michel Foucault e André Comte-Sponville.

Diante de tais ideias, a Filosofia Espírita teria pontos de convergência? Certamente, pois o homem que busca a si mesmo também realiza-se na linha da existência nesta dimensão onde se encontra reencarnado, através da análise que envolve os grandes dilemas humanos nos quais está envolvido, bem como através do estudo, do trabalho, da convivência com outros seres humanos, das suas dores, aflições, dos impedimentos e das realizações.
Lembremo-nos, antes de mais nada, de que o livro O Céu e o Inferno (KARDEC, 1865) antecipou esse Movimento. Allan Kardec traça, com mestria, a linha de conduta para o enfrentamento dessas questões, tão dolorosas por si mesmas, mas infinitamente justas, pois são provenientes de nosso passado obscuro, contudo, conducentes ao encontro de nossa real identidade. Quando isto ocorre, sem dúvida nenhuma estamos a caminho de nossa mais nobre destinação: a de seres regenerados pela mais pura e lúcida consciência de nossa real natureza, a de seres imortais em contínua evolução.

Jesus de Nazaré já trouxera toda essa bagagem de conhecimentos consigo, e que se expressava através de sua vida e de suas lições à humanidade tão carente de conhecimentos e objetivos. Jamais um Espírito de tal envergadura moral transitou entre nós com o propósito de nos estimular ao desenvovimento do senso moral em sua mais nobre manifestação.

Este PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS, ora concretizado em três módulos de abordagem, pretende levar-nos a nós, educandos da Vida, ao encontro: com Jesus através da Sua Filosofia de Luz, à sua mais pura vivência de amor Universal em suas diversas modalidades.

Que o Projeto Estudos Filosóficos Espíritas tenha, internauta amigo, contribuído, com as aulas presenciais e online em suas informações objetivas, ao seu crescimento interior.

Continuaremos postando comentários sobre as aulas,e TAMBÉM NO BLOG: http://filosofandocotidiano.blogspot.com,A FILOSOFIA ESPÍRITA APLICADA.

A nossa equipe, formada pelos professores Alexandre e Victor e eu, Sonia, agradecemos o seu carinho e atenção e o (a) convidamos a participar de nossa aula inaugural PARA 2011, no próximo dia 27 de novembro de 2010, às 15:30 horas, nas dependências do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, casa na qual colaboramos em diversas áreas, há bastante tempo.
VENHA NOS CONHECER E INTEGRE-SE NOS ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS ! ! !

31a. AULA – FILOSOFIA MODERNA


FILÓSOFO: HENRI BERGSON (1859 – 1941)

Características de seu pensamento
No cerne da filosofia de Bergson está a noção de “duração”, o tempo como imediatamente experimentado, em contraposição ao tempo objetivo, medido por relógios. Concebemos este último pelo modelo do espaço, como um meio homogêneo, quantificável e divisível em intervalos iguais. Este, o tempo dos cientistas, é radicalmente diverso da duração experimentada como um fluxo unificado e contínuo, sendo cada momento qualitativamente único. (LAW, 2008).
Outro tema bergsoniano trata do “elã vital”, força vital que impele o movimento de duração, vista como parte da vida.
Podemos encontrar em Bergson, contemporâneo de Gabriel Delanne, ou em ambos a mesma harmonização de pensamento com relação ao conjunto da obra do Criador, e presente na Filosofia Espírita como constituindo seus princípios básicos e fundamentais. (STS)

30a. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFO: GEORG W. F. HEGEL (1770 – 1831)

Características
O idealismo constitui o nome da grande corrente filosófica romântica que se originou na Alemanha no período pós-kantiano e que teve numerosas ramificações na filosofia moderna e contemporânea. O idealismo absoluto tem por finalidade frisar a tese de que o Eu ou Espírito é o princípio único de tudo, e que fora dele não existe nada. (ABBAGNANO, 1999)
Reflexão
A filosofia de Hegel foi uma tentativa consciente de transcender as várias distinções e campos antagônicos que haviam definido o pensamento humano nos dois milênios e meio anteriores (MARCONDES, 2009). Sua principal obra, “A Fenomenologia do Espírito”, pretende ser uma ciência da experiência da consciência, como uma teoria universal do conhecimento; para tanto, o processo dialético hegeliano começa de uma posição posta em discussão: TESE; ao ser estudada, a tese pode chegar a um impasse, gerando oposição: a ANTÍTESE; o impasse poderia ser resolvida apenas por uma SÍNTESE. O pensamento de Hegel é complexo, porém quando analisado em seus aspectos convergentes com a Filosofia Espírita, encontra em sua síntese (a espírita) a solução de todas as questões aparentemente controversas: A FILOSOFIA ESPÍRITA É A HARMONIA DOS CONTRÁRIOS; COM ELA, NÃO HÁ CONTROVÉRSIAS NEM CONFLITOS CONCEITUAIS, POIS MOSTRA, EM SUA SÍNTESE, A PERFEITA HARMONIA CONTIDA NAS LEIS UNIVERSAIS.(STS)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

29a. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFO: IMMANUEL KANT (1724 – 1804)

Características
Desenvolvimento de uma filosofia crítica, sob a influência do Iluminismo.
A filosofia de Kant reconsidera as pretensões da metafísica tradicional à verdade, preserva as chances do saber racional e do conhecimento científico, postula o valor absoluto da lei moral e apresenta uma moral do dever fundada na autonomia da vontade humana e no respeito à lei universal.
Kant e Descartes modelam o método do conhecimento espírita, sustentado na crítica com base no conhecimento, a única que pode trazer legitimidade aos seus conceitos. (STS)

28a. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFOS: G.W. LEIBNIZ (1711-1776)
Características
Designação de mônada como forma substancial ou substância espiritual como componente simples do Universo.
A doutrina de Leibniz baseia-se no estudo da mônada, que significa unidade, simplicidade, aquilo que não se pode dividir; nesta aula o pensamento leibniziano é apresentado em seus pontos de contato com o estudo da evolução do princípio inteligente na Doutrina Espírita, com a bibliografia constante do Programa do P. Estudos Filosóficos Espíritas. (STS)

27ª. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFOS: JOHN LOCKE (1632 - 1704); GEORGE BERKELEY (1685-1753); DAVID HUME (1711-1776)
Características
Com os pensadores acima, iniciamos um período conhecido como Empirismo. Sua tese fundamental preconiza a experiência pura como distinção entre físico e psíquico e, portanto, não pode ser interpretada em bases materialistas nem idealistas. Constituiu-se a partir do séc. XVI, juntamente com o racionalismo, representado por Descartes, como uma das principais correntes formadoras do pensamento moderno em sua fase inicial (até fins do séc. XVII). O empirismo desenvolveu-se sobretudo na Inglaterra e entre filósofos de língua inglesa. (NICOLA, 2002)
Reflexão
Não há quem ignore as inextricáveis dificuldades em que se debatem os filósofos quando e sempre que se trata de explicar a ação do físico sobre o moral, ou da alma sobre o corpo. O conhecimento sobre o períspirito soluciona, radicalmente, o problema. E o faz porque lança sobre os processos da vida mental intensa claridade, permitindo compreender, nitidamente, a formação e a conservação do inconsciente fisiológico ou psíquico. (DELANNE, 1937)

sábado, 23 de outubro de 2010

26ª. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFO: BARUCH DE ESPINOSA (1632 - 1677)
Objetivos Gerais

Rompendo cm as suas próprias origens judaicas, Espinosa sustenta que Deus e os processos da natureza são uma coisa só. Para ele, Deus, a substância (essência) criadora está presente na natureza; essa essência divina, para o filósofo, é eterna, imutável, do qual o resto (natureza) não passa de uma forma ou modo transitório.
Espinosa foi condenado por heresia e até os nossos dias o seu nome jaz cercado pelo preconceito e pelo dogmatismo (STS- Sonia Theodoro da Silva, 2010)

Reflexão
A Filosofia Espírita admite a imanência de Deus no Universo, porém como consequência de sua própria transcendência (LE, Capítulo Deus).

25ª. AULA – FILOSOFIA MODERNA (SÉC. XVII A XVIII)


FILÓSOFO: RENÉ DESCARTES (1596 - 1650)

Objetivos Gerais
Este período extraordinário, que viu florescer o estudo dos clássicos e a expressão máxima das artes, passou por uma crise que atingiu em cheio conceitos tradicionais e convicções enraizadas. (ROSSI, 1992)

Reflexão
O método cartesiano, que é por excelência racional, poderá ser equiparado ao da Doutrina Espírita, conforme as afirmações de Allan Kardec na codificação, ao recomendar a utilização do crivo da razão, preferindo rejeitar nove verdades a ter que admitir uma única teoria falsa. (ERASTO, 1861)
Nos tempos atuais, a fragmentação do conhecimento para nichos opostos e antagônicos de saberes está trabalhada em toda a codificação, contudo, no sentido de firmar, em suas bases estruturais, a necessária aliança entre Ciência e Religião, ou Razão e Fé. (SILVA, S.T., 2008)

24ª. AULA – FILOSOFIA MEDIEVAL (SÉC. I A XIV) – ESCOLÁSTICA


FILÓSOFOS: PEDRO ABELARDO (1097 – 1142); TOMÁS DE AQUINO (1227 – 1274)

Objetivos Gerais
Pedro Abelardo, homem do futuro, juntamente com Descartes, presos, ambos na irremediável armadilha do presente (PIRES, 1965), e esse presente era a Escolástica Medieval; o fato de ser um forte questionador dos fundamentos estruturais do dogmatismo católico em sua época, coloca-o como um dos precursores da ideia de liberdade de consciência, a partir da fé. Por sua vez, Aquino pretende assentar a sua filosofia sobre a filosofia aristotélica, com os fundamentos revelados pela Bíblia. (SILVA, S.T., 2008)

Reflexão
As formas materiais e transitórias da religião passam, mas a vida religiosa, a crença pura, desembaraçada de todas as formas inferiores é, em sua essência, indestrutível. O ideal religioso evolverá, como todas as manifestações do pensamento. Ele não poderia escapar à lei do progresso que rege os seres e as coisas. (DENIS, 1919)

23ª. AULA – FILOSOFIA MEDIEVAL (SÉC. I A XIV) – PATRÍSTICA


FILÓSOFO: AGOSTINHO (354 A 430)
Objetivos Gerais
À Filosofia cristã não cabe expor o núcleo da doutrina cristã, gerada pela pregação de Jesus, pelo anúncio da boa nova e pelo testemunho evangélico da primeira comunidade pascal. Incumbe-nos antes, esclarecer, no plano filosófico, o que essa doutrina produziu e quais os seus pontos de contato com a cultura clássica e pagã. (Rossi, 1992)

Reflexão
A reconstrução do pensamento agostiniano - Agostinho não vem modificar (na Doutrina Espírita) aquilo que ensinou; como tantos outros Espíritos presentes na codificação, ele vê com os olhos do espírito o que não podia ver como homem. Sua alma liberta percebe claridades novas, e compreende o que antes não compreendia. Novas ideias lhe revelaram o verdadeiro sentido de certas palavras. Quando na Terra, julgava as coisas segundo os conhecimentos que possuía; posteriormente, pode julgá-las com maior clareza. (KARDEC, 1864)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

22a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: APOGEU DO HELENISMO FILOSÓFICO: ARISTÓTELES / DEUS, EXISTÊNCIA E NATUREZA


Objetivos Específicos
Situar o filósofo em seu contexto de primaz pensador científico, criador da lógica sistêmica que marca profundamente toda a tradição até o período moderno. Destacar o sentido e a importância do sistema aristotélico (saber empírico, ciência natural). De sua vasta obra, esta aula destaca: Metafísica, Psicologia e Ética. Mediar, no Espaço Interativo, o contato com Gabriel Delanne e indicar os pontos principais de discussão em sala de aula. (STS)
Reflexão
À medida que os conceitos éticos e filosóficos evoluíram, a compreensão da natureza divina igualmente experimentou consideráveis alterações. Desde a manifestação feroz à dimensão transcendental, o conceito do Ser Supremo recebeu de pensadores e escolas de pensamento as mais diversas proposições, justificando ou negando-Lhe a realidade. (Joanna de Ângelis)

21a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: APOGEU DO HELENISMO FILOSÓFICO / SÓCRATES E PLATÃO, PRECURSORES DA IDEIA CRISTÃ E DO ESPIRITISMO II


Objetivos Específicos
Mencionar os excertos dos Diálogos socráticos (Platão) que compõem a Introdução IV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, legitimados na substância de seus ensinos pelo próprio Codificador; nesta aula, Platão, como interlocutor do pensamento socrático, estabelece a continuidade dos ensinos de seu mestre. (STS)
Reflexão
O Espiritismo, pelo simples fato de substituir a vida única pela pluralidade das existências, explica as desigualdades de um modo consoante à Razão e a consciência, acatando e exaltando a justiça do Criador.(STS)

20a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: APOGEU DO HELENISMO FILOSÓFICO / SÓCRATES E PLATÃO, PRECURSORES DA IDEIA CRISTÃ E DO ESPIRITISMO I


Objetivos Específicos
Esclarecer que a Filosofia Espírita, quando compreendida em espírito e verdade, permeia toda a nossa visão de vida, alarga-nos horizontes, muda a maneira de encararmos o circunstancial, desloca-nos do senso comum porque nos faz enxergar além dele. Enfatizar que Sócrates e Platão participaram da falange do Espírito da Verdade. Quando encarnados nessas personalidades, lançaram as primeiras sementes para o desenvolvimento da razão em bases morais, ao mesmo tempo que revelando a realidade da existência espiritual com a linguagem e os recursos da época. O pensamento socratiano conduz esta aula, com os fundamentos primeiros do conceito que, posteriormente, embasarão a moral. Como seu fundador sinaliza, dentro da própria Codificação, com esta abordagem, que permeia toda a obra espírita. Destacar as características humanistas e éticas presentes nesta aula, estabelecendo as ligações profundas com a Filosofia Espírita. Definir as fases do conhecimento desenvolvido por Sócrates: ironia, maiêutica, conceito. (Sonia Theodoro da Silva).

É O AMOR QUE ADORNA A NATUREZA DE SEUS RICOS TAPETES; ELE SE ENFEITA E FIXA MORADA ONDE SE LHE DEPAREM FLORES E PERFUMES. É AINDA O AMOR QUE TRAZ PAZ AOS HOMENS, CALMA AO MAR, SILÊNCIO AOS VENTOS, E SONO À DOR. (PLATÃO em O Evangelho Segundo o Espiritismo).

domingo, 5 de setembro de 2010

19a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO (ONTOLÓGICO)/Princípios Constitutivos do Universo


Reflexão
“NÃO JULGUES A DOUTRINA DO SER COM BASE EM SENSAÇÃO, MAS SIM, COM BASE NA LÓGICA RACIONAL.” (PARMÊNIDES)
Antes de PARMÊNIDES DE ELÉIA, o “pai” da Metafísica, a especulação grega pela origem das coisas havia sido cosmológica, física; agora, passa a ser metafísica, ontológica. Com os Sofistas, temos o início do momento antropológico, o homem social (“educar os homens” é o lema de PROTÁGORAS DE ABDERA, o “Pai do Humanismo” e “Pai do Relativismo”), antecedendo ao período socrático com o homem moral, ético, como preparo para o advento de Jesus.
A GÊNESE ESPÍRITA, pautada nos três princípios constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria, em vez de ser limitada à Terra, abrange a imensidade infinita; em vez de fixar um prazo para a criação, prolonga-o por toda a Eternidade. (Léon Denis)

18a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO (COSMOLÓGICO OU NATURALISTA)II /As Causas Primárias


Objetivos Gerais
Esta aula visa propiciar uma abertura às conotações científicas em direta conexão dos filósofos antigos com as teorias dos mais renomados cientistas da atualidade. Na convergência com a Filosofia Espírita, demonstra que a sua dialética é completa nesta aula: ciência que investiga, filosofia que perquire e religiosidade que faz transcender o saber à ética do Amor. (STS)
FILÓSOFOS DESTE PERÍODO: PITÁGORAS DE SAMOS, ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENAS, LÊUCIPO DE MILETO, DEMÓCRITO DE ABDERA.
Reflexão
“AS COISAS VISÍVEIS SÃO UMA ESPIRAL SOBRE O INVISÍVEL.” (Demócrito e Heráclito)
O homem, o Espírito vai desenvolvendo sua perfectibilidade pelo cultivo de suas faculdades, que cumpre cultivar, até que chegue ao derradeiro degrau de sua ascensão, em que despontarão as derradeiras faculdades que serão as de conhecer os mais elevados segredos da criação, os quais lhe foram, em sua longa série de existências, mistérios incompreensíveis. (Bezerra de Menezes)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

17a. AULA – FILOSOFIA ANTIGA: PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO (COSMOLÓGICO OU NATURALISTA)/ Elementos Gerais do Universo


Objetivos Gerais
Esta aula objetiva despertar o desejo de estudar e compreender o processo de encadeamento histórico-filosófico na busca pela origem das coisas (ARKHÉ). (STS) Especialmente a Escola Jônica ou de Mileto investigava o elemento primordial do mundo físico (PHYSIS). FILÓSOFOS DESTE PERÍODO: TALES DE MILETO, ANAXIMANDRO DE MILETO, ANAXÍMENES DE MILETO E HERÁCLITO DE ÉFESO.
Reflexão“A FILOSOFIA NÃO SE DIRIGE DIRETAMENTE AO MUNDO, MAS CHEGA A ELE POR MEIO DA INDAGAÇÃO DA ALMA.” (HERÁCLITO)
O Espaço Interativo completa essa reflexão, com o pensamento ético de Joanna de Ângelis: “...Antes que o homem não se penetre da necessária capacidade de entender as gloriosas elaborações da ‘Casa do Pai’, deverá mergulhar no labirinto de si mesmo e compreender a urgência de aplicar as regras do Evangelho de Jesus no comportamento diário, para habitá-la e fruí-la, por fim, quando despojado da pesada indumentária dos parcos sentidos.

sábado, 14 de agosto de 2010

16a. AULA – FILOSOFIA: O HOMEM A CAMINHO DA VERDADE / FILOSOFIA ESPÍRITA: A SUPERAÇÃO DO SENSÍVEL


Objetivos Gerais
Nesta aula, procuramos demonstrar que o conhecimento vem sendo construído/desenvolvido ao longo de milhares de anos de evolução. (STS)
Reflexão
(Sonia Theodoro da Silva)
O ser, agente desse processo, tem criado instrumentos de acesso perceptíveis ao mundo sensível/inteligível platônico, no qual vivemos e no qual estamos imersos de corpo e alma. O mundo inteligível, contudo, permanece restrito aos desprovidos de idéias pré-concebidas, míticas, místicas ou pré-conceituosas: este último vocábulo, adaptado para o nosso entendimento, como idéias conceituadas previamente à percepção e consequente análise, tal como o processo socrático de construção perceptiva no-lo demonstra. Nesta aula também desenvolvemos a Teoria do Conhecimento espírita, fundamentadora da Filosofia Espírita da Existência, com ampla discussão temática com relação à Filosofia, em estrita convergência à Filosofia espírita. O Espaço Interativo fecha com indiscutível precisão, a magnífica assertiva dos Espíritos Superiores e de seus fiéis continuadores na Terra, conforme a Bibliografia deste curso, facilitando o debate fraterno e o intercâmbio entre seus participantes .

sexta-feira, 2 de julho de 2010

14a.e 15a. AULAS – A LINGUAGEM/ LINGUAGEM E RESPONSABILIDADE


Objetivos Gerais
Trabalhar o significado da linguagem articulada como a maior aquisição da razão humana, fruto da evolução do Espírito. Mostrar que a linguagem filosófica espírita, fruto dessa evolução realizada, conduz o ser atual, em trânsito de um plano moral-existencial para outro, como um instrumento decodificador do pensamento que o leva a responsabilizar-se pelas palavras que profere. A linguagem demonstra o nosso nível moral, portanto deve fortalecer-se nos padrões éticos do Espiritismo com Jesus. (STS)
Reflexão

15a. AULA – LINGUAGEM E RESPONSABILIDADE

Nos mundos menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, entretanto, a linguagem articulada. (...) Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance (...). (LE/A. Kardec).
A linguagem é produto da razão, e só pode existir onde há racionalidade (...). Ela é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural, pois é ela que nos permite transcender à nossa experiência. (STS)

13a. AULA – O MÉTODO EM FILOSOFIA / O MÉTODO EM ESPIRITISMO


Texto Reflexivo
(Sonia Theodoro da Silva)
Allan Kardec trouxe para a doutrina espírita, a única e inovadora metodologia científica investigativa acerca do mundo espiritual jamais realizada. Mantê-la, desenvolvendo-a corretamente, é preservar o Espiritismo das ondas culturais que surgem e passam no mar tempestuoso da vida de provas e expiações. É a bússola que mantém o navio da existência navegando em segurança para o porto seguro do conhecimento superior (o pensador espírita Léon Denis, no Espaço Interativo, conscientiza, em profundidade, essa questão). Conscientizar-se de que o pensar metódico e correto conduz ao equilíbrio e à harmonia do corpo e da alma (ver O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis, item Disciplina do Pensamento e a Reforma do Caráter).
A palavra método vem do grego meta, na direção de, e hodos, caminho. Literalmente significa seguir um caminho. (...) Método é portanto, um modo sistemático e fundamentado de investigação, cujas regras têm como objetivo chegar a algum resultado que se deseja. Um método não é inventado aleatoriamente – surge das dificuldades a serem superadas (...) entretanto, não é o método quem vai sugerir temas ou idéias novas. É a realidade concreta que apresenta problemas a serem enfrentados. (HNNeto)
A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares (...) não se trata de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se referem aos próprios princípios da doutrina (...) ensinado espontaneamente, ao mesmo tempo, em diferentes lugares, e de maneira idêntica (...) quanto ao fundo. (Allan Kardec)

12a. AULA – A FILOSOFIA DO ESPÍRITO


Objetivos Gerais
Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca, e a construção da filosofia do Espírito sugerida pelo Espiritismo em consonância com o pensamento de Jesus. Igualmente, visa esclarecer que sublimação não significa encaminhamento à salvação redentorista e dogmática das religiões, mas realizar-se predominante e efetivamente em Espírito, nas experiências corporais e espirituais.(STS)
Reflexão
No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. Quem somos? Donde viemos? Onde a estação de nossos destinos? (...) A missão do Espiritismo é, acima de tudo, o processo libertador das consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos. (...) É a força renovada do cristianismo em ação para reeguer a alma humana e sublimar a vida. (EMMANUEL)

11a. AULA - O Conjunto da Filosofia: Formação da Filosofia na Grécia e a Filosofia Antiga


Objetivos Gerais
Esta aula visa propiciar condições para a compreensão das contribuições culturais dos povos da antiguidade nos campos da ciência, da arte e principalmente no modo de analisar o pensamento de cada filósofo. Trabalhar conjuntamente a primeira perquirição racional-existencial, portanto filosófica, das origens do Universo, que acabaram por encaminhar o ser humano à sua plena identificação com a realidade que o cerca. (STS)
Texto Reflexivo
Os povos da antiguidade – os egípcios, os hindus, os persas, os babilônios, etc., trouxeram grandes contribuições culturais para o patrimônio da humanidade. Já no século V a.C. a Grécia atingia o seu apogeu cultural. Durante este período surgiram nos campos da arte e da ciência, vultos extraordinários. Também floresceu na Grécia o interesse pela existência do mundo e pelo princípio das coisas. Tal interesse deu origem às reflexões filosóficas. As reflexões gregas são de profundo valor, pois inauguram os mais importantes temas debatidos pelos pensadores na história da Filosofia.(Padovani e & Castagnola)
A história da Filosofia na verdade significa a história do pensamento humano, dedicado a perscrutar os problemas do ser no decurso do tempo elaborando o conhecimento que satisfaz o anseio de saber, e põe soluções compatíveis com a possibilidade das épocas, e da capacidade intelectiva do homem, na imensa problemática existencial. (MSM)

10a. AULA - O Espiritismo e a Tradição Filosófica


Objetivos Gerais
Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o Espiritismo é a síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real; sua ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito a descobrir-se; sua Filosofia o conduz à reflexão; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe (ao ser humano) a própria natureza divina de co-criador e partícipe do Universo. (STS)
Reflexão
A tradição filosófica é terreno vasto e profundo em que podemos descobrir as raízes da Filosofia Espírita. Kardec partiu da pesquisa científica, originando-se desta a Ciência Espírita; desenvolveu, a seguir, a interpretação dos resultados da pesquisa, que resultou na Filosofia Espírita; tirou depois as conclusões morais da concepção filosófica, que levaram naturalmente à Religião Espírita.(JHPires)

9a. AULA - DO MITO À RAZÃO EM ESPIRITISMO


Objetivos Gerais
Aprofundar os seguintes conceitos nesta aula: o sagrado é a fonte comum onde bebem todas as tradições e experiências espirituais, muitas delas sistematizadas em forma de religião mítica, ou mística, que se propaga de geração em geração mediante ritos, símbolos e práticas que se constituem em um universo de crenças e valores significantes, cujo poder empresta eternidade à fugacidade da existência. Porém, a Filosofia Espírita, sem quebrar a mística natural do ser que se projeta na interexistência, abre-lhe perspectivas de plenitude ao conceder-lhe o entendimento de seu próprio processo de crescimento intelectual e moral, em bases de razão e fé. O Espiritismo, mecanismo que faculta a desmitificação dos conceitos humanos presos ao tempo, liberta, conscientiza e responsabiliza o homem por seus pensamentos e atitudes, tornando-o partícipe da obra universal. (STS)
Reflexão
A Educação é um processo que tem por finalidade estabelecer na Terra a solidariedade de consciências, da qual resultará uma estrutura (...) que proclamará o primado do espírito no planeta – é isto que o Espiritismo pretende atingir pelo trabalho e a compreensão dos homens; porque a tarefa é nossa e não de entidades mitológicas de qualquer espécie. (JHPires)

8a. AULA - A RESSIGNIFICAÇÃO DA MENSAGEM DE JESUS DE NAZARÉ


Texto Reflexivo
(Sonia Theodoro da Silva)
O CRISTIANISMO NÃO É UMA RELIGIÃO, É UMA DOUTRINA DO CONHECIMENTO, QUE FORNECE ELEMENTOS PARA MUITAS RELIGIÕES. A finalidade do cristianismo não é a salvação da alma após a morte, mas a sua salvação aqui mesmo na Terra. (JHPires)
Tendo em mente a reflexão do filósofo Herculano Pires, podemos concluir que a mensagem de Jesus de Nazaré foi transformada ao longo dos séculos, mormente durante a queda do Império Romano até o século XIX, em igreja formalmente constituída, sobre o mito do deus que se triparte em Pai, Filho e Espírito. A Filosofia Espírita, dando um salto qualitativo por entre as obscuras ideias medievais, vai ao encontro do Mestre inigualável, e traz de volta o seu ensino puro e desconectado de atavismos mitológicos. A visão ternária dogmática transforma-se em Espírito, Perispírito e Corpo Físico, como elementos partícipes da evolução humana, e a outra visão ternária, divina, os elementos constitutivos do Universo: Deus, Espírito e Matéria. Hoje, podemos sentir a presença de Jesus, em Espírito e Verdade, e acreditar – melhor dizendo – saber, que estamos todos divinamente interconectados com o seu Espírito, com a sua Presença Amiga, que jamais se afastou de nossa sofrida psicosfera terrena.